- A Air New Zealand vai oferecer cápsulas para dormir na classe econômica em voos longos entre Nova York e Auckland, usando o Boeing 787-9 Dreamliner, a partir de novembro.
- O serviço, chamado Skynest, terá seis beliches individuais, dispostos em layout de beliche tripla, com duração de quatro horas por cabine.
- A novidade será cobrada por adicional à passagem, a partir de 495 dólares neozelandeses (US$ 291).
- A rota Nova York–Auckland é uma das mais longas do mundo, com duração prevista entre 16 e 18 horas.
- Regras de etiqueta incluem não comer na cabine, não permitir acesso de visitantes, troca de itens de cama entre cochilos e uso de meias, com cintos ajustados por sobre os cobertores.
A Air New Zealand anunciou que, a partir de novembro, oferecerá um serviço adicional para a classe econômica em voos longos. O serviço, chamado Skynest, permite dormir em cápsulas individuais ao longo de quatro horas durante a viagem.
A rota em foco será entre Nova York, Estados Unidos, e Auckland, na Nova Zelândia, em aeronaves Boeing 787-9 Dreamliner. Essa ligação é considerada uma das mais longas do mundo, com duração prevista entre 16 e 18 horas.
Skynest oferece seis cabines individuais, dispostas em layout tipo beliche tripla, com três unidades de cada lado. O serviço será disponível tanto para quem viaja na econômica quanto na econômica premium.
O custo adicional à passagem começa em 495 dólares neozelandeses (aproximadamente 291 dólares). Crianças não podem utilizar as cabines, e visitantes adicionais também não são permitidos.
Detalhes do serviço
As cabines são totalmente reclináveis, mas não há espaço para sentar. O acesso requer que o passageiro se curve, se ajoelhe ou seja preciso rastejar para entrar. Cada beliche tem cerca de 64 cm de largura na altura dos ombros, estreitando-se para 41 cm nos pés.
Entre cinco e seis horas de tempo total de sono estão previstos por cápsula, com troca de almofadas, cobertores e lençóis a cada four-hour cycle. São fornecidas meias, e é preciso manter cintos afivelados por cima dos cobertores para uso durante o serviço.
Ao fim do período de quatro horas, a mudança de iluminação ou a intervenção de um comissário acorda o passageiro. Os ingressos cobrem apenas o uso da cápsula; lanches devem ser evitados nas cabines para preservar o espaço.
Contexto operacional
A Air New Zealand já havia indicado, em 2020, que havia trabalhado no desenvolvimento de camas para a classe econômica. A empresa tem adotado estratégias de upgrade e serviços adicionais para passageiros da econômica.
A companhia aumentou tarifas e reduziu parte de sua malha doméstica para enfrentar custos de combustível mais elevados, impulsionados pela volatilidade dos preços durante conflitos na região do Oriente Médio. Em março, a empresa suspendeu projeções de lucro por esse motivo.
Mesmo com desafios, a companhia aposta em novidades para atrair consumidores em voos de longa duração, como o trecho entre Nova York e Auckland, que deverá oferecer a novidade aos passageiros econômicos.
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