- Joia de luto em formato de coração, da época de Hamnet Shakespeare, foi redescoberta quatro séculos após ter sido retratada na pintura de John Souch.
- A peça aparece na obra Sir Thomas Aston at the Deathbed of His Wife, que mostra Aston enlutado ao lado do filho sobrevivente, com a inscrição “a dor é imensurável”.
- O pingente contém cabelo loiro do garoto Robert e inscrições em latim; acredita-se que a joia tenha sido destruída e só agora foi identificada.
- Foi avaliada em £650 mil e será apresentada na Treasure House Fair, em Londres, entre 24 e 30 de junho.
- A história ajudou a inspirar o filme Hamnet, dirigido por Chloé Zhao, que disputou o Oscar.
Uma joia de luto da época de Hamnet Shakespeare, filho de William Shakespeare, foi redescoberta quatro séculos após aparecer no retrato do século XVII intitulado Sir Thomas Aston at the Deathbed of His Wife. A peça, em formato de coração, integra a pintura reconhecida como obra-prima do luto.
O retrato retrata Aston ao lado do filho sobrevivente, enquanto a esposa, Magdalen, aparece ao lado de um bebê morto. O pingente, feito na morte de outro filho, Robert, traz fio de cabelo loiro do menino e inscrições que sugerem guarda de memória familiar.
A descoberta ocorreu após os atuais proprietários da joia entrarem em contato com o historiador Martyn Downer, especialista em objetos históricos. Downer informou que a peça está em ótimas condições e passou grande parte dos últimos 400 anos sem ser reconhecida.
Avaliação e apresentação
A joia foi avaliada em £650 mil e será apresentada na Treasure House Fair, feira anual de artes e antiguidades de Londres, que ocorre de 24 a 30 de junho. O pingente permaneceu na família Aston até 1862 e foi adquirido pelos atuais donos há três décadas.
A peça retorna o foco para a relação entre Hamnet e Robert, ambos filhos de Shakespeare mencionados na narrativa da pintura. O elemento histórico reforça a ligação entre a vida familiar do dramaturgo e a arte retratada no quadro de Souch.
A história também dialoga com a divulgação da obra literária associada a Hamnet, que inspirou o filme dirigido por Chloé Zhao, baseado no livro sobre a vida de Shakespeare. A produção recebeu reconhecimento na imprensa e entre críticos.
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