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Marido de golpista que fingia herdeira é preso por fraude no Detran

Marido de golpista que fingia herdeira de R$ 40 bilhões é preso preventivamente por fraude no Detran; advogada associada à operação também é detida

Golpista contava com os serviços de uma advogada ativa - (crédito: Redes Sociais)
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  • Um homem de 41 anos foi preso preventivamente por descumprimento de fiança de R$ 120 mil, relacionada a investigação de fraudes no Detran-DF.
  • Ele é marido de Otaciane Coelho, apontada como líder de uma organização criminosa que promovia golpes milionários; Otaciane foi detida na semana passada.
  • A operação foi desencadeada pela 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina) e identificou que o grupo acessava perfis de servidores para realizar procedimentos ilícitos.
  • O suspeito foi preso em um prédio do Setor de Rádio e TV Sul, na área central de Brasília.
  • Otaciane alegava ser herdeira de uma herança de R$ 40 bilhões e prometia retorno financeiro aos fiéis, com cerca de 160 pessoas enganadas; a defesa da advogada que colaborava com o esquema também foi presa.

Um homem de 41 anos foi preso preventivamente após descumprir fiança de 120 mil reais, relacionada a uma investigação de fraudes no Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF). O suspeito integra o grupo ligado à esposa de Otaciane Coelho, apontada como líder da organização criminosa responsável por golpes milionários. Otaciane foi presa na semana passada.

A operação, executada pela 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina), apura fraude envolvendo acessos indevidos a perfis de servidores para a prática de atos ilícitos. O homem foi detido em um prédio do Setor de Rádio e TV Sul, na região central de Brasília.

Liderança e modus operandi

A investigação aponta que Otaciane Coelho se apresentava como herdeira de uma herança de 40 bilhões de reais, sob a alegação de que o dinheiro estaria bloqueado por entraves burocráticos. Segundo o delegado Richard Valeriano, chefe da 16ª DP, doações de 75 mil reais eram prometidas como gatilho para retorno de supostos 2 milhões de reais assim que a herança fosse liberada.

A golpista contava com a atuação de uma advogada, que também foi presa nesta terça-feira. A Justiça entendeu que a profissional extrapolou a função e colaborou para a narrativa enganosa. Além disso, a polícia identificou a atuação da acusada em uma instituição financeira do DF para tornar o golpe mais plausível.

Outros aspectos da operação

Entre as estratégias identificadas, a polícia aponta a passagem de Otaciane por áreas do banco para a formalização de supostos procedimentos legais que reforçariam a história dos golpes. As apurações indicam ainda que o grupo contava com múltiplos envolvidos para ampliar o alcance das fraudes, incluindo promessas falsas de restituição de valores a vítimas.

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