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Metrô: expansão de linha e compra de trens para solucionar falhas

Metrô-DF investe em expansão e frota após falhas que provocaram sessenta interrupções em dois mil e vinte e cinco e indisponibilidade de 0,84%

Relatório de administração do modal mostra que houve 60 interrupções no funcionamento em 2025. A meta era reduzir para 42 - (crédito: Minervino Junior/CB/D.A Press)
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  • Passageiros reclamam de demora, atrasos e interrupções; de janeiro a novembro do ano anterior ocorreram 97.403 viagens, e, em 2025, houve 60 interrupções, acima da meta de 42.
  • A indisponibilidade da operação atingiu 0,84%, superando 2024 (0,74%) e a meta de 0,44%.
  • O metrô afirma que injeta trens conforme a demanda, com picos de ocupação no trajeto entre o Plano Piloto, Ceilândia e Samambaia; negações de atendimento são consideradas incidentes notáveis.
  • Estratégias operacionais incluem o Centro de Controle Operacional que aciona trens para evitar plataformas lotadas e manter segurança; o índice de incidentes notáveis fica próximo de 0,06% das viagens.
  • Planos de expansão preveem, entre outras ações, ampliação da Linha 1 (Samambaia e Ceilândia) com duas novas estações, conclusão prevista para julho de 2028, e a expansão de Ceilândia em trincheiras; serão adicionados 15 novos trens, elevando a frota de 40 para 55.

O metrô de Brasília enfrenta falhas operacionais que afetam a rotina dos passageiros. Em 2025, ocorreram 60 interrupções no serviço, acima da meta de 42 previstas para o ano. A indisponibilidade chegou a 0,84%, ante 0,74% em 2024.

Entre as principais queixas estão demora, atrasos e interrupções frequentes das viagens, aliadas à superlotação. Em janeiro a novembro do ano passado, o número de viagens ficou em 97.403. Tráfego concentrado nos horários de pico eleva o desconforto dos usuários.

O diretor técnico do Metrô-DF, Fernando Jorge Andrade, explica que a resposta é coordenada pelo Centro de Controle Operacional. Segundo ele, a injeção de trens extras ocorre quando plataformas começam a ficar lotadas por razões de segurança.

A operação aponta que cada trem pode ser acionado para reduzir gargalos em horários de movimento pendular. Em dias de pico, parte da operação reage com veículos parados em estações centrais, Ceilândia e Samambaia, para atender demanda adicional.

Dentre as causas das falhas, o Metrô-DF cita portas, sistemas de ar comprimido, tração, controle de movimento e redes de energia. O objetivo declarado é zerar a incidência de falhas, embora a taxa atual seja considerada baixa, próximo de 0,06% das viagens.

O serviço segue com destaque para ações de inclusão. Dois vagões especiais existem para embarque de mulheres e pessoas com deficiência, e outro, no fim da composição, aceita bicicletas. Usuários valorizam o benefício, embora reclamem de infraestrutura, como a ausência de banheiros públicos nas estações.

Para lidar com a demanda futura, o governo estadual trabalha em novos trilhos e reforço da frota. Em Samambaia, a expansão da Linha 1 avança 23% e tem previsão de conclusão em julho de 2028, com duas novas estações e aporte de 12 a 15 mil usuários a mais.

Na Ceilândia, o ramal de 2,3 km terá duas novas estações. O projeto prevê vias em trincheira, com licitações abertas e prazo para assinatura de contratos entre julho e agosto, visando início das obras ainda neste ano.

Ao todo, o Metrô-DF negocia a aquisição de 15 novos veículos, ampliando a frota de 40 para mais de 50 trens. A expectativa é atrair pessoas de cidades do Entorno, aumentando o alcance do sistema.

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