- A operação Duas Rosas II da Polícia Civil do Rio de Janeiro, realizada no Vidigal, visava prender 13 detentos e líderes de facções do sul da Bahia que fugiram de Eunápolis em 2024 e buscaram refúgio na comunidade sob proteção do Comando Vermelho.
- Núbia Santos Oliveira, esposa de Wallas Souza Soares, conhecido como “Patola”, e Ednaldo Pereira dos Santos, “Dada”, foram presos; dois outros integrantes também foram detidos, mas os líderes permanecem foragidos.
- A ação foi coordenada pela Coordenadoria de Recursos Especiais (Core); os suspeitos teriam escapado por área de mata fechada.
- Núbia é investigada por lavagem de dinheiro e possuía dois mandados de prisão por tráfico de drogas e homicídio; é suspeita de ser operadora financeira da facção Primeiro Comando de Eunápolis, ligada ao Comando Vermelho.
- O confronto deixou a avenida Niemeyer fechada, com turistas ilhados em um mirante; a via só foi liberada após a estabilização da área pelas forças de segurança.
A operação policial D duas Rosas II, da Polícia Civil do Rio de Janeiro, foi realizada nesta segunda-feira no Vidigal, comunidade da zona sul do Rio. O objetivo era prender 13 detentos e líderes de facções do sul da Bahia que fugiram do Conjunto Penal de Eunápolis em 2024 e se refugiaram na favela com proteção do Comando Vermelho. A ação envolveu a coordenação da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais).
Núbia Santos Oliveira, esposa de Wallas Souza Soares, conhecido como Patola, um dos líderes da organização criminosa, foi presa, junto com Ednaldo Pereira dos Santos, chamado Dada. Outros dois integrantes também foram detidos, mas os líderes continuam foragidos, segundo a Polícia Civil da Bahia.
A operação mobilizou agentes e envolve investigação sobre ligação com o tráfico de drogas e demais delitos. Núbia é investigada por lavagem de dinheiro e possuía dois mandados de prisão em aberto. Ela é suspeita de ser uma das principais operadoras financeiras da facção Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), ligada ao CV.
Os dois presos adicionais incluem um homem procurado no estado de Goiás, capturado em flagrante com drogas, roupas camufladas e documento falso. O segundo é natural de Minas Gerais, preso portando armamento de guerra, com fuzil e pistola. As ações foram executadas com apoio de equipes da Bahia.
Os alvos teriam conseguido escapar por área de mata fechada, segundo a Polícia Civil da Bahia. As autoridades afirmaram que o monitoramento e as investigações continuarão de forma permanente até a captura de todos os fugitivos.
Impacto na operação e no entorno
A operação provocou o fechamento completo da avenida Niemeyer, na altura da Passarela do Vidigal, pelo Centro de Operações do Rio (COR). A via foi liberada apenas após a estabilização da área pelas forças de segurança.
Na parte alta da comunidade, turistas ficaram ilhados em um mirante devido ao risco provocado pelos disparos e pelo bloqueio de acessos, segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia. A operação teve como desdobramento a contenção de atividades criminosas na região.
As autoridades destacam que, mesmo foragidos, os líderes continuam exercendo papel de comando à distância, articulando ações criminosas e mantendo vínculos com o tráfico de drogas. As investigações devem seguir para esclarecer todo o esquema e identificar outras pessoas envolvidas.
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