- Cohen Miles-Rath esfaqueou o pai durante um surto psicótico em Cohocton, Nova York; apesar de ataques, ele não matou Randy e foi condenado por agressão e dano.
- Após o episódio, pai e filho reataram a relação: Randy perdoou Cohen e os dois se abraçaram no estacionamento do fórum, sinal de reconciliação.
- Hoje, Cohen trabalha como assistente social em Nova York, supervisionando programas de prevenção ao suicídio, e é pai de uma filha, fruto do relacionamento com Elizabeth Finger.
- O caso de Cohen ilustra o tema de violência associada a psicose nos EUA, que representa cerca de quatro por cento dos crimes; a maioria das pessoas com psicose não é violenta.
- Cohen falou publicamente sobre a experiência, deixou de usar medicação antipsicótica sob supervisão médica e passou a participar de grupos de apoio a famílias de quem vive experiências semelhantes.
Cohen Miles-Rath, em meio a um surto psicótico, esfaqueou o pai durante uma luta pela faca em Cohocton, Nova York. Após o episódio, ele foi acusado de tentativa de homicídio e dano criminal, ficou preso e passou por tratamento psiquiátrico. Hoje, ele supera o trauma, reata laços familiares e se tornou pai de primeira viagem.
O crime ocorreu há quase uma década. Cohen, então com presença de sintomas graves, ficou sob custódia, enquanto Randy Rath, o pai, registrou a queixa e adquiriu uma ordem judicial contra o filho. A agressão deixou marcas profundas na relação entre os dois e na vida de ambos.
Cohen é hoje assistente social em Nova York, supervisionando programas de prevenção ao suicídio no Escritório de Saúde Mental. Ele comparece a palestras públicas para falar sobre psicose, violência doméstica e a importância do tratamento contínuo.
Ao longo dos anos, a convivência com a família foi marcada por períodos de distanciamento e reconciliação. Randy, que já se aposentou, e Cohen reconstroem a relação em meio a lembranças difíceis, com o apoio de intervenções terapêuticas e de uma rede de suporte.
A trajetória de Cohen inclui a experiência de abandonar gradualmente a medicação antipsicótica, o que reacendeu o debate sobre manejo da doença mental em jovens que moram com os pais. Mesmo assim, ele mantém vigilância constante sobre sua condição.
No ano passado, Cohen tornou-se pai de uma filha. A relação com a parceira, Elizabeth Finger, também passou por testes, mas ambos seguem comprometidos com a saúde mental estável. O casal planeja estratégias de apoio e contingência para crises.
Além da família, Cohen participa de grupos de apoio que ajudam famílias a lidar com episódios de violência decorrentes de transtornos mentais. Sua história envolve avanços na compreensão pública sobre psicose e o caminho de volta para a normalidade.
O caso ilustra o complexo cruzamento entre doença mental, violência e vínculos familiares. Embora a violência tenha ocorrido, a vida prossegue com foco na recuperação, na parentalidade responsável e no apoio contínuo a quem convive com a psicose.
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