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Turistas relatam medo ao ficarem ilhados em trilha no RJ durante operação

Operação no Morro do Vidigal provoca tiroteios e deixa aproximadamente duzentos turistas ilhados na trilha do Morro Dois Irmãos, RJ

Turistas relatam medo ao ficarem ilhados na trilha do Dois Irmãos durante operação - (crédito: Cyro Neves/Super Rádio Tupi )
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  • Cerca de 200 pessoas ficaram ilhadas no topo do Morro Dois Irmãos, na Zona Sul do Rio, após uma operação da Polícia Civil com apoio da Core e do Ministério Público da Bahia, para desarticular uma quadrilha baiana.
  • A ação provocou tiroteios na região, levando os visitantes a permanecerem no local por questões de segurança enquanto recebiam orientações para descer apenas quando fosse seguro.
  • Turistas de Portugal, São Paulo, Minas Gerais e Alagoas relataram o clima de susto, descrevendo o momento como de caos, mas afirmaram que seguiram as instruções das autoridades.
  • Núbia Santos de Oliveira foi presa, suspeita de gerir a lavagem de dinheiro do grupo criminoso; o principal alvo, Edinaldo Pereira Souza, conhecido como Dada, conseguiu escapar e estava se escondendo na Rocinha após deixar um imóvel no Vidigal.
  • A operação visava capturar chefes da facção que atua na Bahia e em Caraíva, mas utilizava comunidades do Rio de Janeiro como esconderijo.

Na manhã desta segunda-feira (20/4), cerca de 200 pessoas ficaram ilhadas no topo do Morro Dois Irmãos, na Zona Sul do Rio. A causa foi uma operação policial na região vizinha do Morro do Vidigal, com intensos tiroteios que abortaram o retorno dos visitantes.

A ação foi promovida pela Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) com apoio do Ministério Público da Bahia. O objetivo era desarticular uma quadrilha baiana que atuava no estado de origem e utilizava comunidades do Rio como esconderijo.

Entre os ilhados estavam visitantes de Portugal, Brasil e outros estados. Segundo relatos, houve barulho de tiros e a presença de helicópteros da polícia, mas as pessoas seguiram orientações de segurança para aguardar até a liberação para descer.

Portugal foi representado por Austécia e por duas mulheres chamadas Maria. Elas afirmaram que o grupo recebeu instruções para se abaixar e aguardar, sem vivenciar maiores dificuldades, e que o episódio terminou rapidamente.

Turistas de São Paulo, Minas Gerais e Alagoas também relataram o susto. Conforme um visitante brasileiro, houve instruções para sentar e a situação foi marcada pela incerteza durante o confronto.

Desdobramentos da operação

Os agentes buscavam capturar chefes de uma facção atuante em Caraíva, litoral baiano, que usava comunidades cariocas como esconderijo. Durante a incursão, Núbia Santos de Oliveira foi presa, suspeita de gerenciar a lavagem de dinheiro do grupo.

O principal alvo, Edinaldo Pereira Souza, conhecido como Dada, conseguiu escapar. Ele deixou um imóvel alugado no Vidigal durante a intervenção e vinha se escondendo na Rocinha desde 2024, após ser foragido do sistema prisional da Bahia.

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