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Cartórios do Centro de SP registram queda de nascimentos e casamentos

Levantamento aponta queda de registros civis nos cartórios do centro de São Paulo entre 2000 e 2025, com hospitais gerando maior volume de atos

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  • Estudo da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais de São Paulo (Arpen-SP) analisou 58 cartórios de registro civil entre 2000 e 2025, apontando queda de atos nos centros da capital.
  • Exemplos na região central: Bom Retiro (300 atos), Pari (357), Brás (493) e Santa Ifigênia (579); cartório Capela do Socorro, na zona sul, teve mais de 15 mil registros.
  • Santa Cecília registrou 292 nascimentos em 2025, queda de 75% em relação a 2000; Consolação e Brás tiveram perdas de 65% e 63%, respectivamente.
  • Fundação Seade aponta perda populacional em 46 de 96 distritos entre 2010 e 2022, especialmente no centro expandido, norte e leste da capital.
  • Cartórios próximos a hospitais tendem a registrar mais atos; em 2025, o Cartório Bela Vista registrou 9.449 nascimentos, equivalente a 7,7% de todos os nascimentos de São Paulo. Atos civis ainda são realizados presencialmente, não substituídos por meios digitais.

O levantamento da Arpen-SP aponta queda nos registros civis nos cartórios da região central de São Paulo entre 2000 e 2025. Os números mostram menos atos de nascimento, casamento e óbito na área, apesar de manter volume relativamente alto perto de hospitais.

Relatórios mostram que cartórios do Bom Retiro, Pari, Brás e Santa Ifigênia contabilizaram milhares de atos ao longo de 2025, mas seguiram em trajetória de redução em comparação com o início do século. Em contrapartida, unidades fora da região central registram números maiores.

Segundo a Arpen-SP, a população residente é fator determinante para a demanda. O presidente da associação reforça que o registro civil segue o princípio da territorialidade: atos ocorrem no cartório da região onde a pessoa reside, nasceu ou faleceu.

A queda nos nascimentos na região central é mais expressiva: Santa Cecília registrou 292 nascimentos em 2025, queda de 75% frente a 2000. Condições demográficas contribuiriam para a menor demanda nesses locais.

Mapeamento da Fundação Seade aponta perda populacional em 46 de 96 distritos entre 2010 e 2022, com maior impacto no centro expandido, norte e leste da cidade. Dados do Censo Demográfico mostram tendência de migração e envelhecimento de áreas tradicionais.

Na prática, cartórios próximos a redes hospitalares mantêm maior volume de atos civis. O Bela Vista, por exemplo, teve 9.449 registros em 2025, representando 7,7% de todos os nascimentos na capital no ano.

Apesar do crescimento de serviços digitais, como o e-Notariado, especialistas ressaltam que registros de vida civil permanecem presenciais. Atos de nascimento, casamento e óbito não são passíveis de substituição por vias digitais.

Mudanças no perfil das demandas

Interessados em registro de atos para residentes no exterior mostram movimento ainda moderado, segundo fontes dos cartórios. A tendência de menor atividade local reforça a observação de que a atuação cartorial continua fortemente ligada à população residente da área.

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