- Disciplina de uso de telas cresce globalmente, com foco em desconexão intencional para melhorar qualidade de vida e bem-estar.
- No Brasil, 67% dos entrevistados reduziram ou desativaram contas, citando perda de tempo (68,6%) e ansiedade (20,8%) como motivadores.
- Mais pessoas passaram a ter tempo para hobbies (43%) e melhor saúde mental (37%) com uso mais consciente das plataformas.
- Austeridade de redes como meta de ano novo em 2026: 27% dos participantes querem diminuir o tempo nas redes, com Instagram, Facebook e TikTok entre as mais citadas.
- Empresas adotam ações de detox digital: espaços de bem‑estar, programas e clubes offline, além de dispositivos que limitam notificações; exemplos incluem BASF e Subsea7, que promovem atividades e ambientes para reduzir a dependência de telas.
Em meio à hiperconectividade, cresce a busca por desconexão intencional de telas e redes sociais. O objetivo é melhorar qualidade de vida, reduzir ansiedade e ampliar tempo para atividades offline.
Relatórios e pesquisas apontam que o movimento é visto como tendência global, com uso consciente da tecnologia ganhando valor. O foco está em equilibrar produtividade e bem-estar sem abandonar a carreira.
No Brasil, dados de 2025 mostram que parcela relevante da população reduziu o tempo nas redes. Motivos centrais: consumo consciente de tempo e redução do estresse provocado pelas plataformas.
- Em levantamento da Pluxee, 67% dos entrevistados diminuíram uso ou desativaram contas, citando perda de tempo (68,6%) e sensação de ansiedade (20,8%).
- Outros resultados indicam que 43% passaram a ter mais tempo para hobbies e lazer, enquanto 37% afirmaram melhoria na saúde mental.
Em outra pesquisa, a Toluna revelou que 27% planejam reduzir o tempo nas redes em 2026, com Instagram, Facebook e TikTok entre as plataformas mais citadas.
A visão de especialistas reforça o tema. O psiquiatra Daniel Martins de Barros destaca os custos energéticos da hiperconectividade para a saúde mental, associando desgaste emocional à exposição constante.
Desconexão como negócio e prática organizacional
Empresas passaram a oferecer opções de detox digital: retiros, consultorias de bem-estar tecnológico e clubes offline. Produtos que limitam o acesso à internet também voltam ao mercado.
Celulares com acesso restrito e ferramentas de monitoramento de tempo de tela aparecem como soluções para o dia a dia. Iniciativas de bem-estar corporativo ganham espaço.
Na prática, multinacionais adotam medidas para reduzir a dependência de telas no ambiente de trabalho. A BASF, por exemplo, criou salas de bem-estar e guias de saúde emocional para favorecer pausas conscientes.
Essas ações integram o digital ao ambiente físico, promovendo equilíbrio entre produtividade e saúde. Programas como plataformas de autoconhecimento reforçam o foco em qualidade de vida no trabalho.
Caso de referência: Subsea7
A Subsea7 iniciou há anos ações de desconexão no orçamento de pessoas, ampliando após a pandemia e o crescimento das operações. A diretora de RH, Alessandra Nogueira, aponta aumento de participação em atividades coletivas.
Entre as iniciativas estão aulas de forró, treino funcional e corais. Conversas sobre prioridades de carga de trabalho e atividades de bem-estar são comuns.
Segundo a empresa, a participação dos colaboradores cresceu mais de 40%, indicando valor concreto das ações. A visão é de que bem-estar não reduz desempenho, mas o sustenta no longo prazo.
A aproximação entre bem-estar e resultados aparece como eixo central para empresas que buscam rendimento estável. Ao cuidar das pessoas, organizações buscam maior segurança, engajamento e entregas consistentes.
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