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Esquema ligado a MCs usava transferências fracionadas para lavar dinheiro

Polícia Federal aponta redes ligadas a MCs usando transferências fracionadas para ocultar recursos ilícitos, com cerca de R$ 1,6 bilhão movimentados e prisões de MC Ryan SP e MC Poze do Rodo

Investigação revela como esquema ligado a MC Poze e Ryan SP usava transferências fracionadas para lavar dinheiro — Foto: Reprodução/TV Globo
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  • A Polícia Federal abriu investigação sobre um esquema de lavagem de dinheiro ligado a MCs, incluindo MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, com prisões recentes.
  • O grupo movimentou cerca de R$ 1,6 bilhão, mesclando cachês de shows com recursos de jogos clandestinos e tráfico de drogas.
  • Uma estratégia-chave foi fracionar grandes valores em centenas de transferências menores, chegando a exemplo de R$ 5 milhões em quase 500 operações de R$ 10 mil.
  • O dinheiro circulava por contas de terceiros, empresas intermediárias e uso de criptomoedas, com um contador central coordenando as operações.
  • Redes sociais com milhões de seguidores promoviam jogos ilegais; áudios apontam ganhos de até R$ 400 mil por dia; operação ocorreu em oito estados e no Distrito Federal, com mais de 200 policiais e bens avaliados em cerca de R$ 20 milhões.

Em uma operação da Polícia Federal, esquema ligado a artistas do funk foi flagrado envolvendo lavagem de dinheiro por meio de transferências fracionadas. Investigadores indicam que o grupo misturava ganhos legais de cachês com recursos de atividades ilegais, como jogos clandestinos e tráfico de drogas.

Entre os alvos estão os MCs Ryan SP e Poze do Rodo, que foram presos na última semana. A PF aponta que as movimentações somaram cerca de R$ 1,6 bilhão, com o dinheiro circulando por contas de terceiros e empresas intermediárias para dificultar o rastreamento.

Uma das estratégias centrais consistia em dividir grandes somas em centenas de transferências menores, o que, segundo os agentes, reduziria a detecção por autoridades de controle financeiro. Em um exemplo citado, valores equivalentes a 5 milhões de reais teriam sido fracionados em quase 500 operações de 10 mil reais.

Os investigadores destacam ainda o papel de um contador, apresentado como peça-chave do esquema, responsável por estruturar as transações, orientar sobre ocultação de patrimônio e mediar o uso de criptomoedas para dificultar o rastreamento.

Conteúdos em redes sociais também alimentavam o esquema, com MCs promovendo plataformas de jogos ilegais para ampliar o volume de movimentação financeira e misturar receitas lícitas com ilícitas. Trechos de áudio obtidos pela PF corroboram a prática de ganhos elevados com tais divulgações.

Além das transferências, a operação identificou a participação de estabelecimentos comerciais, incluindo um restaurante em São Paulo associado a pessoas ligadas a um dos investigados. O local teria recebido depósitos de muitos clientes, em valores incompatíveis com o serviço prestado.

A ação ocorreu em oito estados e no Distrito Federal, com o envolvimento de mais de 200 policiais federais. Mandados de prisão foram cumpridos e bens avaliados em cerca de R$ 20 milhões foram apreendidos.

A defesa de MC Ryan SP informou que não houve irregularidades e que todas as movimentações financeiras são justificadas por contratos legais. Os advogados de MC Poze do Rodo também negaram envolvimento em atividades criminosas.

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