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Filha de Maradona acusa médicos de manipulação em julgamento na Argentina

Gianinna Maradona acusa médicos de manipulação para manter internação domiciliar inadequada durante a convalescência de cirurgia cerebral do pai

Gianinna Maradona foi ouvida nesta terça-feira durante julgamento do caso que apura responsabilidade médica na morte de seu pai.
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  • Gianinna Maradona afirmou em audiência em San Isidro que médicos teriam induzido a família a aceitar internação domiciliar apresentada como “séria”, mas inadequada para a convalescência do pai após cirurgia cerebral.
  • Ela classificou a manipulação como “absoluta e horrível” e citou o neurocirurgião Leopoldo Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov e o psicólogo Carlos Díaz.
  • Na sessão, foram reproduzidos áudios de WhatsApp que mostravam estratégias para se proteger em caso de fatalidade, gerando irritação na filha do campeão.
  • O caso envolve quatro outros acusados além de Luque, Cosachov e Díaz, que podem pegar até vinte e cinco anos por homicídio com dolo eventual; Luque deve depor novamente quando necessário.
  • O julgamento, que começou na semana passada, tem duas audiências semanais e deve se estender até a segunda quinzena de julho; a oitava enfermeira será julgada em outro processo.

Em audiência realizada em San Isidro, norte de Buenos Aires, Gianinna Maradona afirmou que médicos induziram a família a aceitar uma internação domiciliar apresentada como séria, mas que não era adequada para o pai, que se recuperava de cirurgia cerebral. O relato integra o julgamento em curso.

Ela apontou uma suposta manipulação envolvendo a equipe médica de Maradona, liderada pelo neurocirurgião Leopoldo Luque, pela psiquiatra Agustina Cosachov e pelo psicólogo Carlos Díaz. A filha do astro diz que a estratégia foi prejudicial para a família e para o antecessor do falecimento.

A audiência ocorreu no primeiro semestre do processo, que começou na semana passada. Luque já depôs três vezes, com o respaldo de seus advogados. Outros quatro acusados também são apontados por homicídio com dolo eventual, sob pena de até 25 anos de prisão.

Segundo a promotoria, mensagens de WhatsApp exibidas na sessão revelaram discussões sobre como se defender caso o ex-jogador sofresse uma fatalidade. A defesa de Luque ressaltou que o depoimento seria dado sempre que necessário.

O júri busca esclarecer as circunstâncias da morte de Maradona. O caso já enfrentou reviravoltas, inclusive com a anulação de um julgamento anterior após a descoberta de participação de uma juíza em um documentário clandestino sobre o caso.

O processo deve seguir com audiências dois encontros por semana e está previsto para se estender até a segunda quinzena de julho. A oitava enfermeira envolvida também será julgada em outra ação.

Desdobramentos do julgamento

Até o momento, a Justiça mantém as etapas em andamento, com depoimentos e provas que devem delimitar a responsabilidade de cada acusado na morte do ex-jogador.

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