- A Lysebotn Road, na Noruega, tem vinte e sete curvas fechadas em descida íngreme até o fiorde de Lyse, criada para acessar uma hidrelétrica.
- A estrada inclui um túnel espiral de 1,1 quilômetro escavado dentro da rocha de granito, com 340 graus de rotação.
- O pavimento é tratado para resistir ao congelamento e ao degelo glacial, evitando fraturas por choque térmico.
- A via termina no vilarejo Lysebotn, base logística para o penhasco de Kjerag, famoso entre base jumpers.
- O trajeto fica aberto apenas por cerca de cinco meses ao ano; clima pode tornar o asfalto escorregadio e veículos grandes são desencorajados em trechos.
A Lysebotn Road, na Noruega, foi construída para facilitar o acesso à usina hidrelétrica local. A via é famosa pelas 27 curvas fechadas que descem em direção ao fiorde Lyse, oferecendo um trajeto desafiador para motoristas.
Além da descida íngreme, a estrada incorpora um túnel em espiral de 1,1 km, escavado dentro da rocha de granito. O percurso realiza 340 graus de giro, solução necessária porque a encosta externa era vertical demais para sustentar o asfalto.
O desenho da via leva em conta o congelamento intenso e o fluxo de água do degelo glacial. O asfalto recebe tratamento com compostos para reduzir fraturas por choque térmico, segundo dados técnicos divulgados pela Administração Pública de Estradas da Noruega.
Características técnicas
O túnel helicoidal representa a principal solução subterrânea para contornar a limitação de espaço externo. O pavimento, com alta aderência, visa facilitar frenagens bruscas em curvas acentuadas. Áreas de escape aparecem em trechos de 180 graus para evitar quedas.
A estrada é extremamente curta e intensa, com descida de quase mil metros em poucos quilômetros. Barreiras de proteção são preservadas para manter a estética do fiorde, exigindo atenção constante de condutores.
Impacto regional
Originalmente destinada a transportar operários e turbinas da usina, a via transformou-se em atração turística para a região de Rogaland. Seu uso sazonal ocorre por cerca de cinco meses no ano, com condições climáticas que podem tornar o asfalto escorregadio.
O vilarejo de Lysebotn, no fim da via, funciona como base logística para o turismo de esportes radicais no área do penhasco Kjerag. A infraestrutura sustenta atividades turísticas associadas ao fiorde e à hidrelétrica subterrânea.
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