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Roubo violento de correntinha eleva alerta sobre grupos especializados em BH

Caso na Pampulha reaviva alerta sobre roubo de correntes: atuação de grupos especializados e valorização do ouro elevam o risco

Homem tem correntinha roubada no dia do aniversário no bairro Castelo, em Belo Horizonte
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  • Um roubo violento ocorreu no bairro Castelo, região da Pampulha, em Belo Horizonte, na tarde de segunda-feira, 20, quando quatro suspeitos abordaram um homem de 55 anos após ele sair de uma padaria.
  • A vítima foi derrubada, agredida e teve o cordão arrancado; a corrente tinha valor afetivo, sendo presente da mãe que faleceu em setembro de 2025.
  • Dois suspeitos já foram identificados; as diligências seguem para localizar e prender os demais envolvidos.
  • Especialistas veem o episódio como ação oportunista impulsionada pela valorização do ouro, com possível atuação de microgrupos organizados e maior violência.
  • Dados de 2025 indicam 5.106 roubos consumados em Belo Horizonte; até março de 2026, foram 685 casos, 590 em vias públicas, reforçando a necessidade de inteligência policial e combate à receptação.

Um roubo violento envolvendo quatro suspeitos ocorreu no bairro Castelo, região da Pampulha, em Belo Horizonte, na tarde desta segunda-feira, 20. A vítima, um homem de 55 anos, foi abordada ao sair de uma quadra de tênis após ir a uma padaria. O cordão foi arrancado e o homem sofreu ferimentos.

Conforme apurado, a corrente tinha valor afetivo, sendo presente da mãe da vítima, falecida em setembro de 2025. Imagens da ação circularam nas redes, mostrando a violência utilizada pelos suspeitos. A vítima relata dor no corpo, joelho e pescoço.

Diligências já identificaram dois dos quatro suspeitos, com informações indicando que a captura pode ocorrer em breve. As investigações seguem para esclarecer autoria, motivação e a possível participação de outros envolvidos.

Contexto da criminalidade

Especialistas ressaltam que o caso pode refletir ação oportunista ligada à valorização do ouro. Dados do Observatório de Segurança Pública de Minas Gerais indicam que, em 2025, BH registrou 5.106 roubos consumados, e, até março de 2026, foram 685 ocorrências, com 590 em vias públicas.

A pesquisadora Roberta Fernandes, do CRISP/UFMG, aponta que o episódio pode sinalizar o reaparecimento de nichos de roubo patrimonial altamente seletivos, não uma mudança estrutural imediata. A valorização do ouro incentiva esse tipo de crime.

Há indícios da atuação de microgrupos organizados, com divisão de tarefas e estratégias de abordagem e fuga. A descentralização do crime predatório urbano coloca bairros com maior poder aquisitivo como alvo, incluindo áreas da Pampulha.

Para a especialista, a resposta eficaz envolve inteligência policial e análise de dados, indo além do aumento de efetivo. Combater a cadeia de receptação é essencial para reduzir a atratividade do crime.

Medidas preventivas passam por mapear horários, rotas e perfis, além de orientar a população sobre reduzir exposição de joias e celulares em espaços públicos. Evitar deslocamentos em horários de maior vulnerabilidade também é recomendado.

A Polícia Militar de Minas Gerais foi questionada sobre insegurança na região e medidas para coibir o crime, mas ainda não se posicionou até a conclusão desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestações institucionais.

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