- Aproximadamente duzentos turistas ficaram isolados no alto do morro Dois Irmãos, Vidigal, durante operação policial para capturar Ednaldo Pereira Souza, o Dada, e Wallas Souza Soares, o Patola, ligados ao Comando Vermelho.
- A ação chamada Operação Duas Rosas II buscava prender treze foragidos do Conjunto Penal de Eunápolis (Bahia), ligados ao Primeiro Comando de Eunápolis.
- Núbia Santos Oliveira, esposa de Patola, foi presa, juntamente com outros dois homens; foram apreendidas armas e drogas; Dada escapou por uma passagem secreta.
- A circulação na Avenida Niemeyer foi interrompida; os turistas só desceram por volta das 7h20, com a situação já sob controle.
- O grupo, que apreciava o nascer do sol, recebeu instruções dos guias para permanecer na área por segurança durante o tiroteio entre polícia e integrantes da facção.
O alto do morro Dois Irmãos, no Vidigal, recebeu cerca de 200 turistas que estavam no local para assistir ao nascer do sol. Eles ficaram isolados após uma operação policial destinada a prender traficantes ligados ao PCE, facção baiana que atua no extremo sul da Bahia e integra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro. O tiroteio entre policiais e criminosos interrompeu a descida dos visitantes, que se abrigaram no topo.
A ação, batizada Duas Rosas II, reuniu policiais do Rio, Bahia e o Ministério Público da Bahia. O objetivo era localizar 13 detentos foragidos do Conjunto Penal de Eunápolis, capturados em dezembro de 2024. Os investigadores suspeitam que o grupo tenha buscado refúgio em favelas da região sob a proteção do CV.
Na incursão, Núbia Santos Oliveira, esposa de Patola, foi presa. Ela era apontada como uma das principais operadores financeiros do PCE e respondia a mandados por tráfico de drogas e homicídio. Além dela, dois homens foram detidos, com armas e drogas apreendidas. Dada escapou por uma passagem secreta.
Mudança de cenário na operação
A ação também provocou interrupção no tráfego na Avenida Niemeyer, entre São Conrado e Leblon, com criminosos atravessando um ônibus e lixeiras. Os turistas conseguiram descer apenas por volta das 7h20, após o controle da situação.
Detalhes sobre a fuga e desdobramentos
De dezembro de 2024 permanece a informação de que Dada fugiu durante a ação, seguindo por vias não oficiais. Segundo o MP-BA, o traficante teria intermediado a fuga mediante pagamento a um ex-político, que foi preso no litoral baiano. A defesa do ex-político afirmou colaborar com a Justiça para esclarecer os fatos.
Repercussões legais
A Procuradoria do Maranhão não é citada no texto. (Observação: manter apenas informações verificáveis)
Fugiu também a ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, que firmou acordo de delação premiada. A peça envolveu relações com o político e implicações em financiamentos de campanhas. O MP-BA solicita a prisão preventiva de todos os envolvidos, com base nas evidências reunidas até o momento.
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