- Um bebê prematuro de 26 semanas morreu após testar positivo para a bactéria Acinetobacter baumannii na UTI neonatal do Hospital Fêmina, em Porto Alegre.
- Quatro pacientes da ala neonatal apresentaram o mesmo micro-organismo, listado pela Organização Mundial da Saúde como de prioridade máxima pela resistência a antibióticos.
- A ala com 34 pacientes está isolada e interditada para novas internações.
- Ainda não há confirmação de que a morte tenha sido causada pela Infecção; o caso está em avaliação.
- O hospital informou vigilância às autoridades de saúde; a Secretaria Municipal de Saúde está redirecionando gestantes para outras maternidades e a estadual vai apurar conforme os protocolos do Ministério da Saúde.
Um bebê prematuro de 26 semanas morreu no Hospital Fêmina, em Porto Alegre, após testar positivo para a bactéria Acinetobacter baumannii. A infecção foi identificada na UTI Neonatal no dia 16 de abril e confirmada pelo hospital em 21 de abril. A ala, com 34 pacientes, segue isolada e fechada para novas admissões.
Ao menos quatro pacientes da mesma UTI apresentaram resultado positivo para a bactéria, listada pela OMS como de prioridade máxima devido à resistência a tratamentos. O hospital informou que o caso da morte ocorreu em prematuridade extrema, associada a parto de risco.
O GHC, responsável pelo hospital, afirmou que comunicou vigilância sanitária eSecretarias de Saúde municipal e estadual assim que confirmou a presença da bactéria. A unidade adotou protocolo de restrição máxima para partos de risco, com transferência de casos graves para outras maternidades.
Medidas e desdobramentos
A Secretaria Municipal de Saúde está apoiando o redirecionamento de gestantes de 20 a 35 semanas para outras maternidades da cidade. O acompanhamento de protocolos de controle sanitário também é realizada pelo órgão.
A Secretaria Estadual de Saúde informou que vai apurar o caso conforme os protocolos do Ministério da Saúde para mortes de bebês em UTIs. Não há confirmação de que a morte do bebê tenha relação direta com a infecção.
O estado lembra que os demais bebês infectados permanecem estáveis, isolados e sob observação. O hospital segue monitorando a evolução clínica de todos os pacientes da ala.
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