- Juliano Cazarré lançou o evento “O Farol e a Forja”, voltado exclusivamente ao público masculino, previsto para os dias 24, 25 e 26 de julho em São Paulo, com debates sobre liderança, empreendedorismo, paternidade, saúde masculina e vida espiritual.
- A organizers dizem que o encontro busca enfrentar um “enfraquecimento” da figura masculina na sociedade; a programação é dividida em três dias temáticos: vida profissional, família/paternidade e vida espiritual.
- Entre os nomes confirmados estão o psiquiatra Ítalo Marsili, o ator Nelson Freitas e participantes ligados a vertentes conservadoras e cristãs.
- A iniciativa gerou críticas de artistas nas redes sociais, com Marjorie Estiano sinalizando que o discurso reproduz ideias já difundidas que afetam mulheres; Claudia Abreu mencionou feminicídio; Elisa Lucinda chamou o projeto de delírio e questionou o raciocínio do ator; Paulo Betti questionou o tom autoreferente.
- Cazarré, pai de seis filhos, passou a adotar posicionamentos públicos mais conservadores após a conversão ao catolicismo em 2018, e o projeto cita a ausência de referências masculinas como condicionante social.
O ator Juliano Cazarré anunciou o lançamento de um evento voltado exclusivamente a homens, chamado O Farol e a Forja. O encontro está marcado para os dias 24, 25 e 26 de julho, em São Paulo, com a promessa de debater liderança, empreendedorismo, paternidade, saúde masculina e vida espiritual. A proposta foi apresentada como o maior encontro de homens do Brasil, segundo a divulgação oficial.
A iniciativa surge após Cazarré ampliar posicionamentos públicos de cunho conservador, especialmente desde a sua conversão ao catolicismo, em 2018. Em materiais de divulgação, o projeto é apresentado como resposta a um suposto enfraquecimento da figura masculina na sociedade. Em uma publicação, o ator é citado na terceira pessoa, mencionando que já esperava críticas ao lançar o evento.
A programação é estruturada em três dias temáticos. O primeiro foca na vida profissional e no legado; o segundo aborda família, paternidade, alimentação e cultura; o terceiro trata de vida espiritual, com missas, orações e atividades descritas como batalha espiritual. Entre os confirmados estão o psiquiatra Ítalo Marsili e o ator Nelson Freitas, além de participantes ligados a correntes conservadoras e cristãs.
Reação da classe artística
Após o anúncio, a proposta foi alvo de críticas de nomes da classe artística. A atriz Marjorie Estiano destacou que o discurso remete a ideias já difundidas, com impacto negativo para mulheres. Claudia Abreu mencionou o contexto de altos índices de feminicídio no Brasil. Elisa Lucinda classificou a iniciativa como um delírio e afirmou discordar do sentido defendido pelo ator. O ator Paulo Betti comentou que Cazarré se refere a si mesmo na terceira pessoa.
Juliano Cazarré, que é pai de seis filhos, também utiliza as peças promocionais para defender a ausência paterna como tema de debate social, apresentando-se como exemplo de um modelo de paternidade que defende. A repercussão nas redes sociais manteve o tom crítico entre artistas, sem que haja confirmação de novas falas oficiais até o momento.
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