- A temporada de escalada aos picos do Himalaia começou, com atenção aos riscos na região do Everest, incluindo a instabilidade de seracs que pode afetar o Acampamento Base.
- O foco da reportagem é Murilo Vargas, mineiro de Belo Horizonte, cinegrafista que prepara um projeto sobre as expedições no topo do mundo.
- Vargas já atuou em ambientes de alta montanha e já completou algumas jornadas, mas ainda não atingiu o cume do Everest; a experiência inclui registros até 8.200 metros de altitude.
- O mercado para cinegrafistas de alta montanha é restrito e exige preparação técnica, física e fisiológica, com poucos profissionais atuando nesse segmento.
- O projeto deste ano, chamado Heróis Invisíveis, pretende contar a história dos trabalhadores de altitude — muitas vezes sherpas ou de outras etnias — que sustentam as expedições, mas costumam ficar fora dos vídeos.
Murilo Vargas, cinegrafista mineiro, se prepara para filmar expedições no Everest, no Himalaia. Em meio à abertura da temporada de escalada, ele segue rumo ao Nepal para registrar a atuação dos chamados doutores do gelo e a rotina dos trabalhadores de altitude. A operação ocorre em um contexto de riscos e cuidados com a instabilidade das camadas de gelo.
O objetivo é mostrar a vida e as dificuldades dos profissionais que asseguram a passagem até os acampamentos superiores. A temporada tem início com expectativa, mas também com recentes esclarecimentos sobre fraudes em resgates. Por ora, a atenção está no risco constante de seracs próximos ao Acampamento Base.
Diversos grupos já estão em aclimatação em altitudes elevadas. Voluntários e trabalhadores dedicam-se a manter estruturas, escadas e cordas sobre a cachoeira de Khumbu, área marcada por deslizamentos de gelo. Em destaque, Vargas encara o desafio de captar imagens em ambientes de alta montanha.
Heróis invisíveis
Vargas planeja lançar um projeto batizado de Heróis Invisíveis, que foca nos trabalhadores de altitude, nem sempre sherpas. A ideia é retratar a importância dessas equipes para as expedições, muitas vezes pouco vistas pelos escaladores. O mineiro já registra ações em locais extremos, incluindo Antártica, Rússia e América do Sul.
O cinegrafista conta que já escala desde 2001 e abriu uma produtora audiovisual em 2019. Em entrevista, ele explicou que o mercado demanda alto treinamento e preparação física, além de uma visão ética para não abandonar companheiros em emergências. A expedição ao Nepal está prevista para começar no dia 25.
Quem são os clientes de Vargas? Na maior parte, CEOs de grandes empresas saem beneficiando-se de expedições com alto conforto, mas com prazos curtos. A tecnologia de aclimatação e de oxigênio reduz o tempo necessário para a escalada, potencializando os chamados passeios rápidos.
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