- Mulher de 74 anos foi presa em flagrante por injúria racial contra um policial militar em Salvador, Bahia, na terça-feira, 21 de abril, no Largo de Santana, Rio Vermelho.
- Suspeita, Maria Cândida Villela Cruz, é moradora de Brasília e estava na cidade a passeio; a abordagem ocorreu durante evento no local.
- Boletim aponta que ela ofendeu o soldado Rafael Conceição Florêncio, de 23 anos, dizendo ser superior por ser branca e que Brasília só tem branco.
- A idosa resistiu à prisão, atrapalhando a ação, e foi conduzida à delegacia com o uso de força pelos policiais.
- A Polícia Civil informou que ela foi autuada em flagrante pela Delegacia Especial de Atendimento ao Idoso; permanece presa até a última atualização.
Uma mulher de 74 anos foi presa em flagrante por injúria racial após ofender um policial militar em Salvador, Bahia. O caso ocorreu na terça-feira (21/4), no Largo de Santana, Rio Vermelho, um dos principais pontos turísticos da cidade. A suspeita, Maria Cândida Villela Cruz, mora em Brasília e estava na região a passeio.
Segundo o boletim, a guarnição da PMBA atendia ocorrências no local quando a mulher questionou o uso de armas durante o evento. Em seguida, passou a proferir ofensas de cunho racial contra o soldado Rafael Conceição Florêncio, de 23 anos.
De acordo com o registro policial, a idosa disse ser superior ao policial pela raça. Ela afirmou que Brasília é formada apenas por brancos, enquanto na Bahia haveria pessoas negras, o que gerou a afronta.
Mesmo advertida sobre a possibilidade de prisão, a mulher manteve o comportamento agressivo. Ao ser informada da detenção, resistiu, dificultando a ação dos agentes, que tiveram de usar força para conduzi-la à delegacia.
Um vídeo que circula nas redes mostra a funcionária que gravou as imagens e as falas da idosa, incluindo a justificativa de que poderia existir superioridade pela raça e que trabalha. A gravação também registra a resistência ao ato policial.
A Polícia Civil da Bahia informou que a suspeita foi autuada em flagrante pela Delegacia Especial de Atendimento ao Idoso (Deati). O boletim ressalta que, mesmo com esclarecimentos, houve novas ofensas raciais contra um policial.
Até as 23h de terça-feira, Maria Cândida permanecia presa, sem confirmação de liberação até o momento. A tentativa de contato com a defesa ainda não teve resposta.
Maria Cândida Villela Cruz é natural do Rio de Janeiro e atua como autora de livro sobre aves do Planalto Central. A obra, publicada pela Editora UnB, ganhou destaque entre leitores interessados na fauna regional; a filha da autora trabalha no Banco do Brasil.
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