- MP Lafer é uma réplica brasileira de MG TD fabricada pela Lafer, criada sem previsão de venda comercial e com história ligada à família.
- A origem remonta a 1972, quando um funcionário restaurou um MG TD 1952 e a equipe decidiu usar fibra de vidro e couro para reproduzir o carro, visando o Salão do Automóvel de São Paulo de 1972.
- A primeira unidade gerou interesse, mas não podia ser vendida; as portas de abertura invertida, conhecidas como “porta suicida”, foram proibidas pelos órgãos de trânsito desde 1964, levando a ajustes no projeto.
- Em 1974 o MP Lafer começou a ser vendido, tornou-se sucesso e passou a ser exportado; em 1979 apareceu nas telas do filme “007: Contra o Foguete da Morte”.
- A versão exportação destinada ao mercado italiano recebeu autorização para venda no Brasil após atraso na produção; hoje o carro pertence a uma família, mas foi alvo de reivindicação da neta do proprietário, que pediu que o avô não o vendesse até ela ser a dona.
O MP Lafer é uma carroceria artesanal criada a partir de uma réplica do MG TD de 1952, produzida pela fabricante de móveis Lafer no Brasil. A história envolve restrições legais, mudanças de planos e uma promessa de família que atravessa décadas.
Tudo começou em 1972, quando o funcionário João Arnaut restaurou um MG TD inglês e chamou atenção na fábrica de móveis. A similaridade de entre-eixos com o Fusca motivou Percival Lafer e a equipe a transformar a ideia em um carro próprio, usando fibra de vidro e couro de alta qualidade.
Com o Salão do Automóvel de São Paulo se aproximando, a equipe produziu o MP Lafer para exibição, mantendo a premissa de não vendê-lo, já que a autorização oficial da MG não havia sido obtida. O veículo ganhou fama como uma réplica fiel do modelo britânico.
A primeira unidade gerou interesse, mas enfrentou a restrição legal: portas com abertura invertida eram proibidas. Para contornar, os fabricantes ajustaram o projeto para uma abertura convencional, mantendo o visual inspirado no MG de 1952.
Em 1974, o MP Lafer passou a ser comercializado, inicialmente apenas como exportação para mercados que aceitavam a réplica. Em 1979, o carro apareceu no cinema, no filme 007: Contra o Foguete da Morte, contribuindo para a notoriedade internacional do modelo.
Entre os interessados, está o caso de Laércio Rodrigues. Ele adquiriu o MP Lafer 0 km, ainda sem possibilidade de venda, sob uma condição inusitada: a neta reivindicou o carro e exigiu que o avô não o vendesse até que a menina pudesse se tornar a dona.
Hoje, o exemplar em questão é visto como uma peça rara, com DNA italiano na configuração de exportação para o mercado europeu. A história envolve restrições legais, mudanças de projeto e vínculos familiares que definiram o destino do veículo.
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