- A atualização da NR-1, em vigor desde março de 2026, passa a exigir que as empresas identifiquem, avaliem e gerenciem riscos psicossociais no ambiente de trabalho, incluindo a saúde mental.
- A norma amplia o escopo além de riscos físicos, químicos e biológicos e determina monitoramento contínuo desses riscos.
- O RH passa a tratar a saúde psicossocial como componente estratégico do negócio, com mapeamento de riscos, diagnóstico e acompanhamento com indicadores organizacionais.
- Em 2025, houve mais de meio milhão de afastamentos por motivos de saúde mental, evidenciando o impacto na produtividade.
- A atuação das lideranças é essencial para moldar a percepção dos colaboradores sobre o cuidado com a saúde no trabalho, cobrindo abordagens estruturadas e consistentes.
A atualização da NR-1, em vigor desde março de 2026, passou a exigir que as empresas identifiquem, avaliem e gerenciem riscos psicossociais no ambiente de trabalho. A medida amplia o escopo da norma, que já cobria riscos físicos, químicos e biológicos.
A mudança transforma a saúde mental em componente estratégico da gestão, com monitoramento contínuo e preservação da confidencialidade dos dados dos trabalhadores. A atualização entrará no dia a dia das áreas de recursos humanos.
Dados oficiais mostram o peso desse tema para a produtividade: em 2025, o Ministério da Previdência Social registrou mais de 546 mil afastamentos por motivos de saúde mental. O número evidencia impactos diretos na gestão de pessoas.
Impacto para a gestão de pessoas
Riscos psicossociais influenciam absenteísmo, presenteísmo, rotatividade e engajamento. O diagnóstico passa a ser apenas o começo, exigindo acompanhamento constante e integração com indicadores da organização.
Lideranças têm papel crucial na percepção sobre cuidado com a saúde no trabalho. Abordagens estruturadas ajudam a reduzir vieses e alinhar decisões a resultados de negócio.
Para a CHRO da Alice, Sarita Vollnhofer, a NR-1 representa maturidade operacional: a saúde deixa de ser custo para se tornar vantagem competitiva, com diagnósticos mais robustos e decisões baseadas em dados.
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