- O julgamento de Jocasta Paola Weber, 36 anos, por homicídio qualificado acontece na manhã desta quinta-feira, 23 de abril, no Tribunal do Júri de Águas Claras.
- O crime ocorreu em junho de 2024, na chácara de Vicente Pires, quando Marco Antônio Ferreira, 44 anos, foi esfaqueado após suposta traição.
- A acusada foi interceptada pela Polícia Rodoviária Federal em Campo Mourão, no Paraná, no dia 27 de junho de 2024, tentando levar a filha de nove e o enteado de 25 anos, além do cachorro.
- A acusação sustenta que Jocasta fugia para o Paraná após o homicídio; a defesa afirma violência doméstica de oito anos e classifica o crime como homicídio duplamente qualificado.
- Segundo a defesa, imagens indicam que a vítima não estava dormindo no momento do ataque, e há argumento de motivação relacionada ao dever de fidelidade.
O Tribunal do Júri de Águas Claras recebe nesta quinta-feira (23/4) a atuação de Jocasta Paola Weber, 36 anos, acusada de matar o esposo com golpes de faca enquanto ele dormia. O crime teria ocorrido em uma chácara de Vicente Pires, no dia 26 de junho de 2024, segundo a acusação. Ela será julgada na manhã de hoje, na capital.
A acusação sustenta que o homicídio aconteceu após a descoberta de uma suposta traição. Jocasta teria fugido no dia seguinte, 27/6/2024, na direção do Paraná, levando a filha e o enteado, de 9 e 25 anos na época, além do cachorro da família. Em Campo Mourão (PR), ela estaria interceptada pela PRF com o veículo em ribanceira.
Segundo o relato oficial, o veículo caiu numa ribanceira durante a fuga, momento em que o peso da acusação envolve o homicídio na chácara de Vicente Pires. Marco Antônio Ferreira, 44 anos, é a vítima apontada pela Justiça como marido de Jocasta.
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O que diz a defesa
Em entrevista ao Correio, o advogado de Jocasta afirma que ela vivia violência doméstica por oito anos. A defesa sustenta que o caso está sob crime de homicídio duplamente qualificado, mas argumenta que a motivação não é torpe. A defesa afirma ainda que o peso do homicídio é relevante, mas que a motivação moral não deve ser encarada como fator torpe.
De acordo com a defesa, as imagens indicariam que a vítima não estava dormindo no momento do desenrolar do acidente, o que, segundo eles, impacta a leitura sobre as circunstâncias do crime. As informações constam no material apresentado pela defesa, que busca esclarecer o contexto pessoal da acusada.
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