Em Alta NotíciasPessoasConflitosAcontecimentos internacionaisPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Gangues criminosas lucram com sites de abuso infantil, dizem especialistas

Número de sites comerciais de abuso sexual infantil duplicou em um ano, indicando lucros elevados para gangues criminosas e aumento da sextorsão entre menores

Hooded young person types on a laptop, illustrating online child safety concerns
0:00
Carregando...
0:00
  • A Internet Watch Foundation aponta 15.031 sites comerciais de abuso sexual infantil em 2025, frente a 7.028 em 2024, um aumento de 114%.
  • O conteúdo aparece em todas as plataformas de redes sociais e é “muito fácil” de encontrar, segundo um analista que participou do relatório.
  • A CEO da IWF, Kerry Smith, diz que criminosos exploram falhas sistêmicas e pedem medidas obrigatórias em serviços financeiros para detectar, remover e reportar links de pagamento usados na venda de imagens e vídeos de abuso.
  • Entre os sites comerciais, 16% eram disfarçados para parecer conteúdo legal; as criptomoedas foram o método de pagamento mais comum, com valores entre $12 e $120 para o conteúdo.
  • Os relatos de sextorsão envolvendo menores cresceram 127% em 2025 em relação a 2024; organizações pedem ação do regulador Ofcom e uso de tecnologias para impedir que crianças enviem ou recebam imagens nud​​as.

Dois a passos de largada, especialistas apontam que o número de sites comerciais de abuso sexual infantil dobrou em um ano, com gangues criminosas obtendo lucros significativos com a exploração online. Dados da Internet Watch Foundation indicam 15.031 sites desse tipo em 2025, ante 7.028 em 2024, o que representa um aumento de 114%.

A análise aponta que esse conteúdo está disponível em plataformas sociais e é relativamente fácil de encontrar. Um analista que participou do relatório afirma que é possível localizar material de abuso, incluindo as categorias mais graves, com uma única busca em várias plataformas, e que a ideia de que o material fica escondido não procede.

Ações, lucros e métodos

Kerry Smith, CEO da IWF, destaca falhas sistêmicas que permitem aos criminosos obter grandes lucros com a exploração infantil online. Segundo ele, há necessidade de medidas obrigatórias sobre serviços financeiros para detectar, derrubar e reportar links de pagamento usados na venda de imagens e vídeos de abuso.

O levantamento aponta que conteúdos pagos diretamente pelo usuário cresceram de 2% em 2024 para 5% em 2025. Os valores variam de US$ 12 a US$ 120, dependendo da gravidade do material, e o uso de criptomoedas é comum, embora transferências e cartões também ocorram.

Entre os sites comerciais, 16% estavam disfarçados para permitir acesso a conteúdo ilegal por meio de caminhos que aparentam ser legais ao carregar no navegador. O relatório aponta que as criptomoedas são o método de pagamento mais utilizado, com outros meios de pagamento também presentes.

O estudo descreve o funcionamento como um esquema de pirâmide, com links de afiliados que geram tráfego e repartem lucros entre criadores e intermediários, ampliando a receita de quem hospeda e distribui o conteúdo.

Riscos para vítimas e respostas

Pesquisas também registraram tentativas de localizar vítimas para expor usuários criminosos a outras pessoas. Em 2025, houve aumento de 127% nos relatos de sextorsão de menores de 18 anos, segundo o serviço gratuito de denúncia do IWF e NSPCC. Crianças a partir de sete anos já reportaram esse tipo de violência.

Chris Sherwood, CEO da NSPCC, afirma que o crescimento dos sites de abuso revela um problema grave e que as vítimas costumam ficar desprotegidas, com a circulação de imagens causando re-traumatização. Ele pede atuação das autoridades regulatórias e das plataformas para interromper a prática na origem.

Sherwood também ressalta a importância de ferramentas existentes de proteção tecnológica que impedem que crianças tirem, enviem ou recebam imagens de nudez. O serviço de denúncia Childline reforça que jovens podem buscar apoio profissional confidencial para remover conteúdos e impedir novas ações.

Apoio institucional e recursos

As autoridades e organizações de proteção à criança destacam a necessidade de cooperação entre reguladores, empresas de tecnologia e serviços financeiros para interromper o ciclo de exploração e remover rapidamente conteúdos ilegais. As entidades citadas continuam oferecendo canais de apoio e orientação para vítimas, familiares e profissionais.

Observação: o material aqui apresentado é uma síntese das informações divulgadas pela Internet Watch Foundation e pelas organizações NSPCC e Childline, sem juízo de valor. As fontes originais devem ser consultadas para detalhes adicionais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais