- A Bread of Life Community Church, de Colchester, Essex, recebeu uma Notificação de Proteção à Comunidade (CPN) que pode punir o pastor e membros por evangelizar no centro da cidade.
- A medida pode representar uso sem precedentes contra toda a igreja, e não apenas contra pregadores isolados em vias públicas.
- A notificação acusa a igreja de usar equipamentos de amplificação sonora e de veicular mensagens religiosas que mencionam inferno, alegando assédio, alarme e angústia à comunidade.
- A igreja afirma que não houve conduta ameaçadora ou assediadora e que todas as ações são transmitidas ao vivo, sem evidências de prejuízo à ordem pública.
- O caso será julgado no Tribunal de Magistrados de Colchester em primeiro de maio, com o Christian Legal Centre oferecendo suporte jurídico à congregação.
A Bread of Life Community Church, em Colchester, Essex, enfrenta uma Notificação de Proteção à Comunidade que pode punir o pastor e os membros por evangelizar nas ruas centrais da cidade. A notificação foi emitida para tratar de comportamentos considerados prejudiciais à ordem pública, com uso de equipamentos de som. A igreja contesta a aplicação da medida como um uso sem precedentes contra um templo religioso completo.
Segundo o Christian Legal Centre, a atuação envolve também acusações sobre o uso de mensagens religiosas que mencionam inferno, alegando assim assédio, alarme e angústia à comunidade local. A igreja nega ter havido conduta ameaçadora ou assediadora e afirma registrar todas as ações de evangelismo para fins de transparência.
Pastor Stephen Clayden criticou a decisão e disse que a igreja atua de forma legal e pacífica há seis anos em Colchester. Ele afirmou que não prejudicam ninguém nem aceitariam intimidação para abandonar a missão. Ainda, ressaltou que o grupo respeita a lei, mas não desistirá de pregar o evangelho.
O Christian Legal Centre oferece suporte jurídico à congregação no recurso à notificação. O recurso sustenta que a CPN é ilegal e deve ser anulada, na íntegra, com a audiência marcada para o Tribunal de Magistrados de Colchester no dia 1º de maio.
Advogados envolvidos apontam que o desfecho do caso pode impactar a liberdade religiosa e de expressão no Reino Unido. A audiência aguardada deverá esclarecer limites da evangelização pública e evitar uso excessivo de medidas administrativas contra instituições religiosas.
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