- STJ concede habeas corpus e todos investigados da Operação Narcofluxo serão soltos nas próximas horas.
- Ministro Messod Azulay Neto reconheceu flagrante ilegalidade na decretação das prisões, que eram temporárias por trinta dias, e determinou ajuste para o prazo inicial de cinco dias indicado pela Polícia Federal.
- Prisões foram decretadas durante operação deflagrada em quinze de abril; os cinco dias já haviam sido cumpridos.
- Serão liberados e responderão em liberdade MC Ryan SP, MC Poze do Rodo, Chrys Dias e Raphael Sousa, dono da página Choquei, conforme aplicação do habeas corpus.
- Investigação aponta esquema ligado ao Choquei movimentando cerca de R$ 1,6 bilhão; Raphael Sousa teria usado a página para promover conteúdos a favor dos investigados e ocultar recursos por meio de plataformas de apostas e rifas.
Dois dias após a decretação de prisões na Operação Narcofluxo, todos os investigados devem deixar a cadeia nas próximas horas. A decisão foi tomada com base em habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça, que identificou falha técnica na decretação inicial.
A defesa apontou que a Justiça determinou prisão temporária de 30 dias, enquanto o pedido da polícia previa apenas cinco dias de detenção. O ministro Messod Azulay Neto, relator da Quinta Turma, reconheceu a irregularidade e determinou a correção da medida, mantendo o prazo original da PF.
A medida beneficia MC Ryan SP, MC Poze do Rodo, Chrys Dias e Raphael Sousa, dono da página Choquei, que responderão às investigações em liberdade. O caso envolve a possibilidade de esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado ao narcotráfico.
Quem é o dono da Choquei?
Raphael Sousa Oliveira, identificado como a pessoa por trás da página Choquei, foi preso na operação deflagrada pela Polícia Federal na última quarta-feira. A ação mira um esquema financeiro ligado ao crime organizado e envolve também os funkeiros Poze do Rodo e Ryan SP.
Segundo a PF, o grupo movimentou aproximadamente 1,6 bilhão de reais de forma ilícita. A investigação aponta que Raphael utilizava a visibilidade da página para promover conteúdos favoráveis aos investigados e para divulgar plataformas de apostas e rifas usadas como fachada para ocultar recursos.
A operação mobilizou autoridades e redes sociais, com focus na relação entre mídia digital e financiamento criminoso. As investigações continuam, com andamento do habeas corpus para todos os corréus incluídos no ato inicial.
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