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Ringue clandestino com adolescentes cobrava até 30 reais por entrada no Lago Sul

Polícia investiga ringue clandestino no Lago Sul que cobrava até R$ 30 para adolescentes; há indícios de lesão corporal, corrupção de menores e fornecimento de bebida alcoólica

Lutas ocorriam em quintal de mansão - (crédito: Material cedido ao Correio)
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  • Ringue clandestino operava no quintal de uma mansão no Lago Sul, Brasília, com transmissão dos combates pelas redes sociais.
  • Entrada custava R$ 30,00 para homens e R$ 25,00 para mulheres; a idade mínima para participação era 14 anos.
  • Investigações da 10ª Delegacia de Polícia apontam que adolescentes e jovens estavam envolvidos; um morador da mansão foi identificado como locador.
  • Há indícios de crimes como lesão corporal, fornecimento de bebida alcoólica, periclitação da vida e possível corrupção de menores; parte dos jovens ocultava o local dos pais.
  • A polícia segue com as diligências e deve ouvir novos envolvidos nos próximos dias.

Um ringue clandestino de lutas entre adolescentes funcionou no Lago Sul, região de Brasília, com transmissão pelas redes sociais. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga a organização por suspeita de crimes associados ao esquema.

A denúncia anônima, feita por uma mulher que se apresentou como mãe de um envolvido, levou os investigadores da 10ª Delegacia de Polícia a reunir provas. Registros no TikTok mostram a organização, valores de ingresso, nomes dos lutadores e imagens de confrontos.

Segundo apuração, cada visitante pagava até R$ 30 para homens e R$ 25 para mulheres. Entre as regras, havia idade mínima de 14 anos para entrada. Um dos administradores chegou a demonstrar a intenção de ampliar a estrutura, mencionando a busca por um narrador.

Crimes e riscos

O espaço não possuía estrutura adequada nem suporte médico, conforme registro policial. O delegado Laércio Rossetto aponta possível crime de lesão corporal, além de violação de normas por fornecimento de bebida alcoólica, periclitação da vida e indícios de corrupção de menores.

Parte dos adolescentes, ainda segundo a polícia, ocultava o local dos pais. A diferença entre esportes formais e lutas clandestinas fica evidente pela ausência de regras, acompanhamento e controle de violência.

A Polícia Civil continua as diligências e pretende ouvir novos envolvidos nos próximos dias, com o objetivo de esclarecer a organização, os responsáveis e a extensão do esquema.

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