- Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, 35 anos, é suspeito da morte da modelo Ana Luiza Mateus no Rio de Janeiro; ele teria assumido a responsabilidade pela briga, sem confessar formalmente o crime.
- Ele já tinha mandado de prisão por violência doméstica e acumulava medidas protetivas solicitadas por ex-namoradas.
- Endreo cometeu suicídio na cela da delegacia por asfixia, usando o pano de uma peça de roupa.
- A Polícia Civil informou que ele possuía ficha por injúria, ameaça, lesão corporal, estelionato e falsificação de documento público; ao ser preso, apresentou o documento do irmão.
- Ana Luiza, natural da Bahia, tinha 37 mil seguidores no Instagram, conheceu Endreo no carnaval do Rio e amigos disseram que ela vinha sinalizando possível relacionamento abusivo nos últimos dias.
Foi cumprido nesta quarta-feira (22) no Rio de Janeiro o mandado de prisão referente a um caso de violência doméstica que culminou na morte de Ana Luiza Mateus, modelo e ex-candidata a miss. Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, 35 anos, foi levado à Delegacia de Homicídio da Capital após admitirem-se conflitos que levaram à briga na Barra da Tijuca. A polícia ainda informou que ele não confessou formalmente o crime.
Horas após a prisão, Endreo foi encontrado morto na cela da delegacia. Segundo a Polícia Civil, ele cometeu suicídio por asfixia, usando o pano de uma peça de roupa. A investigação aponta que ele já respondia a mandados de prisão por violência doméstica e possuía medidas protetivas solicitadas por ex-namoradas.
Endreo tinha histórico criminal registrado pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, com processos que incluíam injúria, ameaça, lesão corporal, estelionato e falsificação de documentos públicos. Ele também apresentava-se, ao ser preso, com o nome do irmão, entregando um documento pertencente ao familiar.
A medida protetiva mais antiga, de junho de 2024, foi decretada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul a pedido do Ministério Público, proibindo o contato e a aproximação do suspeito na relação com a ex-namorada. Novas prorrogações ocorreram em dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, envolvendo outras duas ex-namoradas.
Ana Luiza, natural da Bahia, havia conhecido Endreo no Carnaval do Rio de Janeiro, em um camarote na Marquês de Sapucaí. A maquiadora tentava a carreira de modelo e mantinha atividades no Rio, inclusive para uma revista digital de moda. Amigas e amigos relataram sinais de um relacionamento potencialmente abusivo nos dias anteriores ao óbito.
Segundo relatos, Ana Luiza teria indicado, nos últimos dias, situações que levaram amigos a acreditar que poderia estar presa em relacionamentos conflituosos. Um jornalista próximo à família descreveu mudanças nas redes sociais e comentários que sugeriam controle excessivo por parte do namorado.
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