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Nome de Portinari vira disputa judicial; filho do artista perde ação

Justiça de São Paulo rejeita indenização de João Cândido Portinari contra fundo que usava o nome Portinari; decisão mantém uso e será recorrida

Obra 'Retirantes', de autoria de Cândido Portinari
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  • A Justiça de São Paulo rejeitou o pedido de indenização de João Cândido Portinari, filho do pintor Candido Portinari, contra o Portinari Fundo de Investimento Imobiliário.
  • O professor alegava uso indevido do sobrenome Portinari para explorar a fama do moderno artista.
  • O fundo afirmou que a homenagem seria a banqueiro italiano Tommaso Portinari, ligado à Família Medici, e que o sobrenome não é exclusivo, além de ser um fundo voltado a investidores profissionais.
  • Para evitar confusão, o fundo informou ter alterado o nome para Port2 Fundo de Investimento Imobiliário, enquanto permanecia sob a mesma atividade.
  • A decisão foi mantida em duas instâncias; o desembargador Cláudio Godoy explicou que a explicação do fundo é plausível no contexto de sua atuação, e João Cândido vai recorrer.

O que aconteceu

A Justiça de São Paulo rejeitou o pedido de indenização apresentado pelo professor João Cândido Portinari, filho do pintor Cândido Portinari, contra um fundo de investimento. A ação, movida em 2023, alegava uso indevido do sobrenome Portinari para explorar a fama do artista.

Quem está envolvido

A parte autora é João Cândido Portinari. A requerida é o Portinari Fundo de Investimento Imobiliário, que alterou o nome para Port2 Fundo de Investimento Imobiliário após o questionamento. O drama judicial envolve a suposta associação entre o sobrenome e a obra do modernista.

Quando, onde e por quê

O caso tramita na Justiça paulista. A decisão foi proferida na semana passada, em segunda instância, após recursos interpostos pela defesa do fundo. O fundamento é que o uso do nome, segundo o fundo, estaria vinculado a uma homenagem ao banqueiro italiano Tommaso Portinari, não ao pintor brasileiro. O objetivo da ação era a proibição do uso do nome e indenização por danos morais e materiais.

A decisão da Justiça

O desembargador Cláudio Godoy, ao julgar o caso, entendeu que a explicação apresentada pelo fundo é plausível dentro do contexto de atuação da entidade. Mesmo que o nome seja mais associado ao pintor no Brasil, o tribunal avaliou que não houve configuração suficiente de má-fé.

Reações e próximos passos

João Cândido Portinari afirmou, por meio de seus advogados, que o argumento de homenagem é fajuto. A defesa do fundo não comentou o caso. O autor informou que vai recorrer da decisão para buscar a maior reparação possível, caso haja violação de direitos autorais ou de marca.

Desdobramentos

O fundo comunicou, em nota, que mantém sua posição e que não se envolve em atividades comerciais que seriam prejudicadas pelo nome. A mudança para Port2 Fundo de Investimento Imobiliário visa evitar confusão com terceiros, segundo a instituição. A disputa continua nos tribunais.

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