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PM apreende carteiras de policiais investigados pela morte de empresário no Rio

Policiais envolvidos na morte de empresário no Complexo da Pedreira permanecem detidos; IPM investiga homicídio doloso e Ministério Público acompanha o caso

Daniel Patrício Santos Oliveira, de 29 anos, morto em abordagem de policiais militares no Rio.
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  • A Polícia Militar apreendeu as carteiras funcionais de dois policiais que atiraram contra o empresário Daniel Patrício Santos Oliveira, 29 anos, morto na abordagem no acesso ao Conjunto Tom Jobim, no Complexo da Pedreira, Zona Norte do Rio.
  • O confronto ocorreu na quarta-feira 22; a confirmação veio nesta sexta-feira 24 pela reportagem.
  • Os agentes foram presos em flagrante após análise das imagens das câmeras operacionais portáteis, que apontaram indícios de homicídio doloso.
  • Os sargento e cabo disseram que Daniel não parou e acelerou em direção aos policiais; ainda assim, as imagens contrariam a versão.
  • O material foi encaminhado ao Ministério Público do Rio de Janeiro; há um Inquérito Policial Militar em curso, e a Delegacia de Homicídios da Capital apreendeu os dois fuzis usados.

A Polícia Militar do Rio de Janeiro apreendeu as carteiras funcionais de dois policiais que dispararam contra o empresário Daniel Patrício Santos Oliveira, de 29 anos. A vítima foi morta durante uma abordagem no acesso ao Conjunto Tom Jobim, no Complexo da Pedreira, Zona Norte. A ação ocorreu na quarta-feira, 22, e a motivação está sendo apurada. A PM informou que a análise de imagens apontou indícios de homicídio doloso.

Os agentes foram presos em flagrante após avaliação das imagens das câmeras operacionais portáteis (COPs). Segundo a corporação, o Auto de Prisão em Flagrante já foi lavrado e os policiais foram encaminhados à Unidade Prisional da PM, em Niterói.

Os militares declararam, em depoimento, que Daniel não obedecera ordem de parada e teria acelerado em direção aos agentes com a picape. A PM afirmou que, diante do risco, foram 24 disparos de fuzil 7,62. A gravação contradiz a versão apresentada pelos policiais.

Desdobramentos

As imagens de COPs e da viatura foram encaminhadas ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Também tramita um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar o caso. Além disso, a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) apreendeu os dois fuzis utilizados no episódio.

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