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Especialista aponta cinco falhas na gestão hospitalar e soluções

Engajamento global em baixa agrava disfunções hospitalares; liderança deve promover segurança psicológica, decisões claras e metas compartilhadas para evitar silos

Foto: Freepik / DINO
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  • Pesquisa da Gallup aponta que apenas 20% dos trabalhadores no mundo estão engajados com o trabalho, o menor nível desde 2020, e o dado é crucial em ambientes hospitalares.
  • A cultura hospitalar envolve como decisões são tomadas, erros são tratados e relações são conduzidas; há diferença entre “cultura real” (prática) e “cultura de parede” (apresentada nos corredores).
  • Cinco disfunções comuns nas equipes de saúde: ausência de confiança, medo de conflitos, falta de comprometimento, fragilidade na responsabilização e falta de atenção aos resultados.
  • Recomendações para liderança: criar segurança psicológica, incentivar conflito produtivo, clarificar decisões e expectativas, fechar o ciclo de gestão com indicadores visíveis e alinhar metas entre áreas.
  • RH não transforma cultura sozinho; a alta liderança é essencial para promover a cultura, e gestores engajados costumam acompanhar melhor os objetivos organizacionais.

A pesquisa global da Gallup aponta que apenas 20% dos trabalhadores se sentem engajados com o trabalho, menor nível desde 2020. O dado ganha relevância em ambientes de saúde, onde o engajamento influencia a qualidade do atendimento.

Caio Ianicelli Cruzeiro, head das consultorias Vitaryon e Ekantika Learning Lab, afirma que a cultura hospitalar molda decisões, erros e relações do dia a dia. Ele diferencia cultura real de cultura de parede, destacando a necessidade de o que se pratica ser igual ao que se prega pelos líderes.

A cultura de parede pode divergir da prática cotidiana, gerando desconfiança entre equipes. O conceito Walk the Talk indica que líderes devem agir conforme as mensagens que passam aos times.

Desafios nas equipes hospitalares

Com base nos estudos de Patrick Lencioni, Cruzeiro lista cinco disfunções comuns nas instituições de saúde: ausência de confiança e segurança psicológica; medo de conflitos; falta de comprometimento; fragilidade na responsabilização; e falta de atenção aos resultados, que cria silos entre enfermagem, médicos e administrativo.

A ausência de confiança leva a defensividade e ocultação de erros, prejudicando a qualidade do cuidado. O medo de conflitos esconde problemas que não são resolvidos, enquanto decisões sem prazos geram retrabalho.

A falta de comprometimento resulta em metas nebulas sem acompanhamento. A fragilidade na responsabilização dificulta a definição de dono, prazo e consequências. A falta de foco nos resultados impede a integração do cuidado.

Para enfrentar essas disfunções, Cruzeiro sugere ações aos líderes: criar segurança psicológica com rituais de fala sem retaliação; estruturar conflitos produtivos; clarificar decisões e expectativas; fechar o ciclo de gestão com indicadores visíveis; alinhar esforços em torno de metas comuns.

Caminhos para mudança

Entre as medidas, destacam-se rituais que promovam transparência e a diferenciação entre conflito de ideias e confronto pessoal. Também é recomendado ter decisão clara, dono definido, prazos, acompanhamento e indicadores acessíveis, para ampliar o conjunto de resultados.

Segundo o consultor, a transformação cultural não depende apenas do RH. A alta liderança é a principal promotora e guardiã da cultura. Organizações com engajamento ativo costumam ter gestores com maior envolvimento.

Sobre Ekantika e Vitaryon

A Ekantika atua como House of Business Solutions, com 15 anos de atuação e um ecossistema de oito empresas, executando mais de 450 projetos para 150 clientes em 15 segmentos. A Vitaryon é a vertical que dissemina práticas estratégicas de RH para organizações de médio e grande porte, incluindo saúde.

Para mais informações, a Ekantika disponibiliza seu portfólio institucional.

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