- Mãe australiana, de 45 anos, de Adelaide, foi condenada a quatro anos e três meses de prisão por fingir que o filho de seis anos tinha câncer e pedir doações.
- Ela prendeu o menino a uma cadeira de rodas, cobriu a cabeça e as sobrancelhas dele, e o medicou para convencer familiares, amigos e a comunidade escolar a doar milhares de dólares.
- Ela se declarou culpada de uma condenação por atos que poderiam causar dano ao filho e de dez acusações de decepção.
- A sentença foi anotada como cruelty, calculada e manipuladora por uma juíza do Tribunal Distrital; o filho pode receber liberdade condicional em abril próximo.
- A defesa informou que ela tem transtorno de personalidade limite e um histórico de dependência de jogo, afirmou que houve um enorme lapsos de juízo para aliviar o aperto financeiro, e que o marido, inicialmente acusado, teve o caso retirado.
Um mulher australiana foi condenada a quatro anos e três meses de prisão por simular que o filho de seis anos tinha câncer, com o objetivo de arrecadar dinheiro e financiar um estilo de vida ostentado. A história foi divulgada pela imprensa local nesta semana, após a decisão do tribunal de distrito no sul da Austrália.
Segundo a acusação, a mãe raspou a cabeça e as sobrancelhas do filho, disadvindou ferimentos simulados e administrou medicações para induzir a aparência de tratamento contra o câncer. Ela disseminou a farsa entre familiares, amigos e a comunidade escolar para angariar milhares de dólares.
A conduta teria começado após o filho passar por um atendimento com um oftalmologista, após um acidente. A partir daí, ela informou que a criança teria câncer ocular e criou uma narrativa que levava pessoas a acreditar na gravidade da doença.
A mulher, que já é mãe de duas crianças, reconheceu as acusações de atos que poderiam causar dano ao filho e de várias tentativas de engano. O juiz descreveu as ações como cruéis, calculadas e manipuladoras.
Conduta e sentença
Durante o julgamento, a defesa argumentou que a ré enfrentava uma crise financeira agravada pela dependência de jogo após a pandemia. O Tribunal ouviu que a mulher tem diagnóstico de transtorno de personalidade borderline e que reconhece o erro cometido.
O marido foi inicialmente acusado, mas as acusações contra ele foram retiradas pela polícia. Em declaração de impacto, ele afirmou que a relação conjugal o destruiu e que os filhos ficaram em situação grave.
A sentença prevê liberdade condicional a partir de abril do próximo ano, permitindo que a ré cumpra parte da pena em regime prisional semiaberto. As informações são apuradas pela imprensa australiana.
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