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Polícia Civil desarticula quadrilha de imóveis falsos no Litoral Norte

Operação Terra de Ninguém desarticula quadrilha de venda falsa de imóveis; nove presos no RS e SC, prejuízo superior a R$ 300 mil e bloqueio de contas

Foto: Divulgação/Polícia Civil / Porto Alegre 24 horas
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  • A Polícia Civil deflagrou a Operação Terra de Ninguém, com nove prisões em sete cidades no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
  • O esquema envolvia estelionato, falsidade documental e extorsão para vender imóveis fraudulamente por meio de plataformas digitais; prejuízo superior a R$ 300 mil.
  • A liderança coordenava as ações mesmo estando no sistema prisional; os suspeitos atuavam em funções como logística, proprietários ou avaliadores e operadores financeiros.
  • Mandados foram cumpridos simultaneamente em Imbé, Osório, Tramandaí, Capão da Canoa, Taquara e Novo Hamburgo (Rio Grande do Sul) e Jaguaruna (Santa Catarina); houve bloqueio de valores para ressarcir vítimas.
  • A Polícia Civil também disponibiliza o WhatsApp (51) 98416-7999 para denúncias anônimas que possam ajudar a identificar outros integrantes ou vítimas.

A Polícia Civil desarticulou uma quadrilha especializada em venda falsa de imóveis por meio de plataformas digitais, durante a Operação Terra de Ninguém. A ofensiva ocorreu na manhã desta segunda-feira (27) e resultou na prisão de nove suspeitos em sete cidades dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. O esquema envolvia estelionato, falsidade documental e extorsão, com anúncios de imóveis de terceiros em marketplaces. O prejuízo às vítimas supera R$ 300 mil.

Segundo a investigação, a liderança do grupo, mesmo sob custódia, coordenava as operações. Os investigadores identificaram que os criminosos anunciavam propriedades de terceiros em redes sociais, buscando vítimas que realizavam pagamentos adiantados ou deixavam propostas de pagamento. Ao todo, foram registradas mais de 20 ocorrências.

Os mandados foram cumpridos de forma simultânea em 6 cidades do Rio Grande do Sul: Imbé, Osório, Tramandaí, Capão da Canoa, Taquara e Novo Hamburgo; e em Jaguaruna, Santa Catarina. Delegado Rodrigo Nunes afirma que houve divisão clara de tarefas entre os detidos, com responsáveis pela logística, pessoas que se passavam por proprietários ou avaliadores e operadores financeiros.

Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de valores em contas dos investigados para tentar ressarcir as vítimas. A Polícia Civil também disponibiliza o WhatsApp (51) 98416-7999 para denúncias anônimas que possam ajudar na identificação de outros membros ou novas vítimas.

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