- O ex-gerente geral do pub The Clipper, em Dartford, Kent, Liam Sanders, foi considerado culpado de fraude por abuso de posição pelo Woolwich Crown Court, em 24 de abril de 2026.
- A acusação aponta que, ao longo de quase dois anos, ele desviou mais de £102.862,45 em entradas de caixa que não foram depositadas no banco.
- Sanders admitiu ter furtado o equivalente a £9.734,84 em quatro semanas, após inicialmente alegar erro bancário.
- Segundo a promotoria, o dinheiro foi usado para fins pessoais, incluindo férias de luxo e despesas com um anel de noivado; Sanders afirma que parte do dinheiro veio de um familiar para as férias.
- O caso teve retrial após a decisão do júri em 2022 não chegar a um veredito sobre valores maiores; o segundo júri confirmou a fraude envolvendo £93.127,61, somando-se aos £9.734,84 já admitidos.
Liam Sanders, ex-gerente geral do pub The Clipper, em Dartford, Kent, foi condenado por fraude por abuso de posição. Um júri do Woolwich Crown Court decidiu, em 24 de abril de 2026, que ele desviou cerca de £100 mil do caixa ao longo de dois anos.
Sanders, de 33 anos, foi descoberto em janeiro de 2019, quando as passagens inteiras da semana não constaram no banco. Em fevereiro, após confrontos com os diretores da MFA Properties, admitiu ter furtado o dinheiro durante quatro semanas consecutivas, totalizando £9.734,84.
Segundo investigações, o furto teria começado já em 2017, com mais de 40 ocorrências de totas não sacadas, somando £102.862,45. A polícia prendeu Sanders por fraude e apurou que o gerente usou os recursos para fins pessoais.
#### Motivações e uso do dinheiro
Sanders alegou que retirou o dinheiro para ajudar a mãe, que enfrentava dificuldades financeiras, e afirmou ter devolvido parte do montante vendendo o carro e fazendo empréstimo. Já as investigações apontaram gastos com turismo de alto valor.
Pelo menos £10 mil teriam sido usados em viagens para Islândia, México e Amsterdã, além de compras como um anel de noivado. O acusado negou a segunda parte das acusações, sugerindo que os recursos vieram de um parente.
#### Linha do tempo do processo
O Ministério Público informou que Sanders era responsável por depositar o dinheiro e que o padrão de ausência de depósito se manteve por quase dois anos. Em contrapartida, registros de contas indicaram compras em hotéis de turismo com saques significativos.
No julgamento, o promotor Mark Hunsley destacou que não houve falha na verificação de rotas de funcionários, e que não havia outra pessoa com chance de cometer os desvios. Um supervisor responsável pela checagem de contas foi demitido por não perceber o sumiço.
#### Retrial e veredito final
Após um primeiro julgamento, em 2022, não houve consenso sobre o desvio maior. O novo julgamento, realizado em março deste ano, resultou na condenação por roubo de £93.127,61, somando-se aos £9.734,84 já admitidos.
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