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Edith Eger, bailarina de Auschwitz, morre aos 98 anos

Sobrevivente de Auschwitz, Edith Eger inspira com lições de perdão e resiliência, mostrando como encontrou sentido após traumas e viveu até os 98

ESPACATES DA VIDA - Edith Eva Eger: refúgio na mente para sobreviver e perdão a Hitler para superar a dor (Jordan Engle/.)
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  • Edith Eva Eger, psicóloga e sobrevivente de Auschwitz, morreu aos 98 anos na segunda-feira, 27, conforme comunicado da família.
  • Autora de livros como A Bailarina de Auschwitz e A Liberdade É uma Escolha, ambos pela Sextante, ela relatou o calvário no campo e a possibilidade de seguir vivendo.
  • Aos 16 anos, foi presa com a família em Auschwitz; seus pais foram mortos, e ela permaneceu no campo com a irmã Magda entre 1944 e 1945.
  • Depois da guerra, formou-se em psicologia, criou uma nova família nos Estados Unidos e voltou aos estudos aos cinquenta anos para ajudar pacientes com traumas.
  • Suas lições envolvem viver o presente, perdoar os algozes e não se deixar prender pelo passado, ensinamentos que compartilhou em suas obras.

Edith Eva Eger, bailarina e psicóloga, morreu aos 98 anos na última segunda-feira, 27. Suas obras de memórias registram o calvário vivido em Auschwitz e a partir dele uma trajetória de superação, estudos e atuação clínica que inspiraram leitores pelo mundo.

Aos 16 anos, foi presa com a família pelos nazistas e assistiu à morte dos pais. Sobreviveu ao lado da irmã Magda em Auschwitz entre 1944 e 1945. Após a guerra, formou-se em psicologia, casou, teve filhos e mudou-se para os Estados Unidos.

Na juventude, Edith viu a militância do ódio transformar vidas. Ela encontrou caminhos para conviver com traumas e, mais tarde, passou a ajudar pacientes com enfrentamento emocional. Aos 50, retornou aos estudos e consolidou uma carreira dedicada a resiliência.

Sobre Edith Eger

Nascida na região hoje da Eslováquia, sob domínio austro-húngaro, Edith aprendeu desde cedo a usar a mente como refúgio. Em Auschwitz, manteve a crença de não ser prisioneira dos algozes, apenas de uma ideologia cruenta. Décadas depois, perdoou seus algozes.

Em suas obras, escreveu como foi possível transformar dor em aprendizado e como o perdão contribuiu para a própria liberdade. Entre seus livros, destacam-se títulos publicados pela editora Sextante, que ajudaram a levar sua mensagem de superação a leitores brasileiros.

Legado e próximos passos

A família de Edith divulgou que ela partiu com a graça que a caracterizava. Os filhos destacaram que a memória da autora será preservada por meio de ações que promovam empatia e resiliência. Suas lições permanecem como referência para quem enfrenta traumas profundos.

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