- Henrique Dumont, pai de Santos Dumont, foi conhecido como o “rei do café” e chegou a possuir a maior e mais moderna fazenda da América Latina, em Ribeirão Preto.
- Natural de Diamantina, Minas Gerais, era engenheiro formado pela École Centrale de Paris e ganhou notoriedade em mil oitocentos setenta e um ao construir um barco a vapor para Dom Pedro II.
- Também ajudou na construção da Estrada de Ferro Central do Brasil, na região da Serra da Mantiqueira, em Cabangu, onde nasceu Alberto Santos Dumont.
- Em Valença e depois em Ribeirão Preto, instalou a Fazenda Arindeuva, que chegou a ter cinco milhões de pés de café, sete locomotivas e uma linha interna de 96 quilômetros.
- Em mil oitocentos noventa houve um acidente que o deixou hemiplégico; um ano depois vendeu a fazenda por 12 milhões de réis e faleceu em mil oitocentos noventa e dois na França, deixando a herança que inspirou Santos Dumont.
Henrique Dumont, conhecido como o “rei do café”, foi um dos protagonistas do ciclo cafeeiro no Brasil imperial. Proprietário da Fazenda Arindeuva, na região de Ribeirão Preto, ele liderou a expansão de lavouras e infraestrutura no final do século XIX, consolidando a cidade como polo cafeeiro.
Natural de Diamantina (MG), Henrique era engenheiro formado pela École Centrale de Paris. Em 1871, foi contratado para construir um barco a vapor por ordem de Dom Pedro II, lançado no rio São Francisco. No ano seguinte, participou da construção da Estrada de Ferro Central do Brasil, na região da Serra da Mantiqueira.
Ao se estabelecer em Valença (RJ) e depois em Ribeirão Preto (SP), Henrique adquiriu a Fazenda Arindeuva. Lá, transformou-a na mais moderna fazenda do continente, com cerca de 5 milhões de pés de café, sete locomotivas e uma linha férrea particular de 96 km.
Em 1883, inaugurou-se um ramal da Estrada de Ferro Mogiana até Ribeirão Preto, facilitando o escoamento da produção e atraindo imigrantes, especialmente italianos. Em 1887, a fazenda já reunia 5,7 milhões de plantas; no ano seguinte, assinou contrato que conectou Arindeuva à ferrovia, com 100 km de trilhos.
O sucesso do empreendimento foi interrompido por um acidente em 1890, quando Henrique caiu de uma charrete, sofreu traumatismo craniano e ficou hemiplégico. Em 1891, vendeu a fazenda por 12 milhões de réis e partiu para a França em busca de tratamento; faleceu em 1892.
Essa história de negócio e tecnologia acabou influenciando seu filho, Alberto Santos Dumont. O aviador, que seria celebrado como pioneiro da aviação, cresceu entre engenhos, máquinas e curiosidade pela engenharia herdadas da fazenda Arindeuva.
Santos Dumont, inspirado pelas máquinas da propriedade, passou a dedicar-se a experimentos. Em 1898 criou o primeiro balão motorizado movido a gasolina. Em 1901 lançou o dirigível nº 5, enfrentou acidentes e realizou, pouco depois, o que é lembrado como o primeiro voo controlado pelo homem.
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