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Parque Roberto Burle Marx revela história e arquitetura de SJC

Parque da Cidade de São José dos Campos preserva a história da Tecelagem Parahyba e da Residência Olivo Gomes, tombados e integrados ao conjunto cultural

O Parque da Cidade Roberto Burle Marx traz em seu nome uma homenagem ao paisagista brasileiro, que colaborou com o projeto dos jardins e murais da Residência Olivo Gomes, inserida hoje no conjunto do parque — Foto: Flickr/Paulo Roberto de Souza/Creative Commons
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  • O Parque da Cidade Roberto Burle Marx, em Santana, São José dos Campos, ocupa cerca de um milhão de m² e funciona como pulmão e espaço de convivência da cidade.
  • O complexo abriga a Residência Olivo Gomes, com jardins de Roberto Burle Marx, e remete à antiga Tecelagem Parahyba, primeira indústria têxtil local.
  • A Tecelagem Parahyba atingiu seu auge entre as décadas de cinqüenta e setenta, destacando-se na produção de cobertores; o declínio começou em 1982, com dívidas acumuladas.
  • O conjunto foi transformado em parque municipal em 1996; tombamentos em longo prazo ocorreram em 2013 pelo Condephaat para o parque e, em 2021, pelo Iphan para a Tecelagem Parahyba e a Fazenda Sant’ana do Rio Abaixo.
  • Em 2025 houve concessão do espaço a iniciativa privada; hoje a Fundação Cultural Cassiano Ricardo administra o parque, com a Residência Olivo Gomes prevista como sede do Museu da Casa Brasileira, em etapa de restauração.

O Parque Roberto Burle Marx, conhecido como Parque da Cidade, fica em Santana, São José dos Campos, interior de São Paulo. Com cerca de 1 milhão de metros quadrados, ele reserva valor ambiental e histórico ao ocupar a antiga Fazenda Tecelagem Parahyba, a primeira indústria têxtil da cidade. O conjunto abriga ainda a Residência Olivo Gomes, com jardins de Roberto Burle Marx e arquitetura modernista de Rino Levi.

A residência foi encomendada por Olivo Gomes, com projetos de Rino Levi e Roberto Cerqueira César. A construção ocorreu entre 1949 e 1951, com segunda fase em 1965, integrando o conjunto da tecelagem e abrindo espaço para uma casa com três setores, oito dormitórios e áreas de serviço e lazer. Os jardins, assinatura de Burle Marx, dialogam com a arquitetura.

Transformação em parque e preservação

O complexo foi convertido em parque municipal em 1996, quando também começou o tombamento. O conjunto Tecelagem Parahyba e a Fazenda Sant’ana do Rio Abaixo receberam tombamento nacional em 2021, assegurando intervenções apenas com autorização do IPHAN. Em 2013, o Parque da Cidade recebeu tombamento estadual pelo Condephaat.

Situação atual e futuro da residência

A gestão do espaço passou a ser feita pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo após uma concessão pública aprovada em 2025. A residência, que já integra o acervo do parque, passa por restauração com vistas ao Museu da Casa Brasileira, em negociação com o governo estadual e parceiros culturais. A implementação visa manter a memória do modernismo brasileiro e o paisagismo de Burle Marx.

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