- Polícia apreendeu 11 mil anabolizantes contrabandeados em imóvel na zona sul de São Paulo, vendidos pela internet sem controle.
- A operação ocorreu após denúncia de cárcere privado; no local não havia vítima, mas itens estavam sem registro na Anvisa.
- Casal presente no imóvel foi ouvido e liberado; investigação continua.
- O presidente da Associação dos Delegados da Polícia Civil de São Paulo afirmou que vender substâncias adulteradas pode render de 10 a 15 anos de cadeia.
- Cremesp alerta para riscos do uso indiscriminado de anabolizantes, como hipertensão, infertilidade e morte súbita; uso proibido no Brasil desde 2023 pelo Conselho Federal de Medicina.
A Polícia Civil encontrou 11 mil anabolizantes contrabandeados em um imóvel na zona sul de São Paulo. Os produtos eram vendidos sem controle pela internet, após denúncia de cárcere privado. Não houve vítima no local, e a apreensão ocorreu em um imóvel da capital.
Os agentes ouviram o casal que estava no imóvel; eles foram liberados, mas permanecem sob investigação. Além dos anabolizantes, havia medicamentos para emagrecimento, todos sem registro na Anvisa.
Segundo o presidente da Associação dos Delegados da Polícia Civil de São Paulo, André Santos Pereira, vender substâncias adulteradas acarreta pena semelhante à da adulteração, com variação de 10 a 15 anos. A lei trata o tema com rigor.
Apesar da proibição desde 2023 pelo Conselho Federal de Medicina, as substâncias continuam a ser comercializadas online sem necessidade de receita. O Cremesp alerta para riscos à saúde, como desequilíbrios emocionais, infertilidade, hipertensão e morte súbita.
Ação policial e próximos passos
A polícia informou que a investigação aponta para distribuição do material de forma clandestina pela internet. Não há confirmação sobre a origem das substâncias, mas a apuração segue para identificar fornecedores e cadeia de venda.
Entre na conversa da comunidade