- Trem turístico liga Curitiba a Morretes, funciona geralmente de sexta a domingo (ou diariamente de dezembro a fevereiro, e também em julho).
- O percurso passa por treze túneis e quarenta e uma pontes, com a estação Roça Nova no ponto mais alto, a novecentos e cinquenta e dois metros de altitude.
- A viagem dura quase quatro horas, permitindo circular entre os vagões para observar paisagens, barragens e a ponte São João.
- Ingressos partem de R$ duzentos e seis por trecho; há opções mais luxuosas com serviço de bordo durante o trajeto.
- A ferrovia Serra Verde Express foi idealizada pelos irmãos Rebouças no século XIX, trazendo vistas da mata atlântica preservada da Serra do Mar.
O trem turístico que liga Curitiba a Morretes revela a imensa mata atlântica preservada na Serra do Mar. Operado pelo Serra Verde Express, o passeio acontece de sexta a domingo, ou diariamente entre dezembro e fevereiro e em julho, percorrendo um trajeto histórico com 13 túneis e 41 pontes. O trem parte às 8h30, partindo da capital paranaense.
O itinerário mostra a transição da área urbana para a paisagem de floresta. Ao longo do trajeto, os vagões percorrem trechos que priorizam a conservação da mata, com paradas que ajudam a entender a história da ferrovia. A viagem é retratada como uma experiência turística que resgata aspectos históricos e naturais da região.
O trajeto e pontos de interesse
O trem atinge a estação Roça Nova, o ponto mais alto da linha, a 952 metros de altitude. A área abriga tejidos de mata Atlântica mais preservada e abriga albergues para equipes de manutenção. Em outros pontos, o guia explica o papel econômico da erva-mate na construção da ferrovia, destacando o Barão do Serro Azul e seu contexto histórico.
Ao longo do percurso, o visitante pode observar a represa associada a um sistema de bombeamento de água, além da barragem Caiguava. A passagem pela ponte São João, a maior do trajeto com 113 metros de extensão, oferece visão de 58 metros acima do rio Ipiranga. A estrutura foi construída na Bélgica e inaugurada no final do século XIX.
Aspectos históricos e ambientais
A obra ferroviária envolveu até 9 mil trabalhadores na época de sua construção, sob direção de uma concessionária belga-francesa, a pedido de Dom Pedro II. O empreendimento é comemorado como um marco de engenharia brasileira ao atravessar a serra em poucos anos. Hoje, o trajeto integra a memória da região, associando tragédias locais a marcos de progresso.
As vistas do trajeto, especialmente no viaduto do Carvalho, permitem ao passageiro observar a mata Atlântica em sua forma mais ampla. A região abriga a Grande Reserva Mata Atlântica, estendendo-se por áreas de Santa Catarina até próximo à região metropolitana de São Paulo, preservando grande parte da biodiversidade da floresta.
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