- Turistas no Brasil passam a buscar viagens de experiência dentro do país, priorizando conveniência, personalização e momentos de desconexão, com foco em atividades que combinam turismo, cultura e bem‑estar.
- O turismo inspirado em cinema — o chamado set‑jetting — está em expansão no Brasil, com iniciativas da Embratur e locações no Recife ganhando destaque.
- Viagens solo ganham espaço, especialmente entre mulheres e jovens, com exemplos de agências lideradas por mulheres e o aumento do nomadismo digital; cresce também o turismo de motorhome.
- Shows e festivais impulsionam a demanda por pacotes com experiências exclusivas, com cidades como São Paulo e Rio adaptando políticas de hospedagem para atender a alta procura.
- O turismo esportivo e multigeracional segue em alta, com expectativa de crescimento e eventos como Fórmula 1, Copa do Mundo de Futebol feminino em 2027 e grandes shows, que podem estimular o setor.
O turismo brasileiro passa por uma transformação: viajantes buscam experiências que dialogam com estilo de vida, valores e necessidades emocionais. O cansaço social e a busca por sentido influenciam escolhas mais personalizadas e, às vezes, desconectadas da hyperconectividade.
Pesquisadores do setor destacam que destinos têm de acompanhar esse movimento: conveniência, personalização e serviços que priorizam bem-estar aparecem como diferenciais. A tendência inclui roteiros sob medida, com foco em nichos de luxo, conforto e autenticidade.
Inspiração das telas
O que move esse segmento hoje inclui turismo inspirado em filmes e séries, conhecido como set-jetting. No Brasil, o mercado ainda está em expansão, com iniciativas institucionais como uma comissão de filmes criada pela Embratur, em parceria com turismo e cultura, para estruturar roteiros temáticos.
Roteiros já surgem em cidades como Recife, com visitas a locações de filmes nacionais. Empresas locais passaram a oferecer passeios que conectam atrações ao universo das produções, atraindo fãs e interessados em cultura brasileira.
Roteiros solo
Viajar desacompanhado ganhou força, especialmente entre mulheres e jovens. Casos de empresárias que administram agências de turismo com foco em grupos por segurança indicam esse movimento. O turismo solo também se associa ao autoconhecimento e aos nômades digitais, que combinam trabalho remoto com deslocamentos.
A tecnologia facilita o planejamento sem intermediários, ampliando opções como viagens em motorhome, um mercado em crescimento. Empresas do setor ressaltam a evolução de formatos alternativos para 2025 e além.
Shows e festivais
Viagens motivadas por eventos culturais e esportivos seguem em alta, com crescimento na oferta de experiências integradas. Estudos mostram que a maioria das buscas de hospedagem está associada a grandes eventos, como festivais, shows e competições.
Hospedagens passam a oferecer pacotes com áreas exclusivas, serviços especiais e vantagens associadas a grandes apresentações. Grandes cidades já mostram maturidade nesse mercado, com políticas de hospedagem adaptadas para atender à demanda durante eventos.
Esportes e grandes competições
O turismo esportivo acompanha a linha de eventos, mas com o viajante podendo atuar como espectador ou atleta. A estimativa é de crescimento de cerca de 17,5% entre 2023 e 2030, segundo a ONU Turismo. Participação em maratonas, provas de ciclismo e competições diversas ganha força.
O segmento representa uma parcela relevante dos gastos globais com viagens e já é impulsionador de eventos locais, como corridas de rua e competições ao ar livre. A Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027 no Brasil é vista como potencial impulsionador do setor.
Multigeração em foco
Viagens que reúnem diferentes gerações mantêm força, com roteiros pensados para variadas idades e hospedagens que acomodem grupos. Além de atividades compartilhadas, há demanda por eventos durante a viagem, como banquetes e passeios especiais, principalmente no interior.
Destinos como Gramado, Porto de Galinhas e Foz do Iguaçu são citados como opções com boa infraestrutura e oferta diversificada para famílias amplas. A evolução da expectativa de vida incentiva mais encontros entre avós e netos em viagens.
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