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Faixa para motos em SP registra excesso de velocidade na maioria das vias

Relatório aponta que 28 de 36 vias com faixa azul registraram excesso de velocidade, elevando o risco de colisões e mortes entre motociclistas

Faixa exclusiva para motos na avenida das Nações Unidas
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  • Das 36 vias com faixa azul, 28 registraram excesso de velocidade.
  • O estudo abrangeu janeiro de 2022 a dezembro de 2025, acompanhando as faixas desde a implantação na avenida 23 de Maio.
  • Nos trechos mais críticos, João Goulart (Minhocão) e Eliseu de Almeida atingiram velocidades próximas a 77,3 km/h e 77,7 km/h, respectivamente, contra o limite de 50 km/h.
  • As mortes de motociclistas nesses trechos aumentaram 17,5% entre 2022 e 2025.
  • About 74,7% dos motoristas entrevistados disseram que a visibilidade das motos melhorou com as faixas exclusivas.

O que aconteceu: motos trafegaram acima do limite nas faixas exclusivas para motos de São Paulo. Um relatório da CET aponta desrespeito em 28 das 36 avenidas com faixas azuis.

Quem está envolvido: a CET, a gestão municipal de Ricardo Nunes e os motociclistas que circulam nessas vias. O estudo analisa o período de janeiro de 2022 a dezembro de 2025.

Quando e onde: os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) e referem-se às vias da cidade de São Paulo, onde há a separação de motos dos demais veículos.

Por que aconteceu: o objetivo do programa é reduzir mortes de motociclistas, iniciado em 2022 na avenida 23 de Maio. Medidas de sinalização, fiscalização e campanhas educativas foram adotadas.

Principais vias e velocidades

O elevado João Goulart, o Minhocão, e a avenida Eliseu de Almeida aparecem como trechos com maior resistência ao limite. Em cada um, o máximo permitido é 50 km/h, mas a velocidade operacional gira em torno de 77,3 km/h e 77,7 km/h, respectivamente.

A velocidade operacional mede a velocidade que 85% dos motoqueiros adotam em cada via, segundo o método da engenharia de tráfego. Ela reflete comportamento real com maior precisão que a média.

Impacto no trânsito

Segundo o relatório, em 12 das 36 vias monitoradas houve desrespeito à velocidade pela média, com queda média de 5,5% nos limites, de 54 km/h para 51 km/h em algumas situações.

O estudo aponta que desrespeito tende a ocorrer mais longe de radares, com 68,2% dos motociclistas excedendo o limite nesses trechos. Em pontos próximos à fiscalização, 27,6% também excederam.

O relatório também avaliou mortes. Em trechos com faixas azuis implantadas, houve alta de 17,5% de mortes de motociclistas (de 57 para 67 casos) entre 2022 e 2025. O aumento ficou abaixo do registrado na cidade como um todo.

A atuação municipal traz efeitos na segurança. O risco de acidente grave fora da faixa é cerca de 9,5 vezes maior do que dentro dela, segundo dados oficiais.

Na percepção de motoristas, 74,7% afirmam que as faixas exclusivas melhoraram a visibilidade das motos ao mudar de faixa, segundo a pesquisa citada no relatório.

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