- Praça Igarapé, em Pinheiros, é um projeto privado sem fins lucrativos que ocupará cerca de 1.750 m² e deve abrir ao público em junho de 2027.
- A iniciativa é liderada pela família Setúbal (fundadores da Itaúsa) e envolve uma praça com espelho d’água, cascata e espaços para uso público, como café, sala multiuso e livraria.
- A obra inclui a inauguração de uma nova unidade da Livraria da Travessa na região, com a gestão financiada por aluguéis desses espaços comerciais.
- O processo, iniciado há cerca de dez anos, enfrentou disputa de terrenos e atrasos para aprovação pela prefeitura, levando a uma ampliação do projeto.
- A proposta tem gerado críticas sobre o papel da iniciativa privada na oferta de áreas verdes, mas os idealizadores dizem buscar um refúgio urbano que complemente a oferta pública.
Toda a obra anunciada como praça quer oferecer um refúgio urbano em Pinheiros, zona oeste de São Paulo. O projeto envolve uma área de aproximadamente 1.750 m², de uso privado com gestão sem fins lucrativos. A implantação fica na rua Doutor Virgílio de Carvalho Pinto.
A iniciativa é da família Setúbal, influente no setor financeiro, que reúne Alfredo e Rose Setúbal e a irmã Marina. A proposta nasceu de inspiração em parques com água e microambientes, com objetivo de contrabalançar o ritmo acelerado da cidade.
O início das obras ficou cercado de expectativa e especulação entre comerciantes e moradores. A partir de 2019, houve disputa por terrenos na região, e o preço do metro quadrado aumentou. A conclusão depende de aprovação da prefeitura, obtida após quase dois anos de análise.
Detalhes do projeto e funcionamento
O espaço contará com um espelho d’água que desemboca em uma cascata, áreas de convivência e um playground. A gestão prevê financiar manutenção com aluguéis de três espaços internos: um café, uma sala multiuso para eventos e uma livraria.
A livraria Livraria da Travessa deve abrir uma unidade na praça ainda em novembro, com uma loja permanente prevista para integrar o conjunto. A inauguração está prevista para junho de 2027.
A iniciativa tem avaliação mista na vizinhança. Alguns vizinhos veem a praça como redução da pressão imobiliária, enquanto outros destacam o papel do setor privado na oferta de espaços públicos. A proposta não é vista como substituição do poder público.
A dupla intenção é oferecer vida de rua, proximidade com o metrô e espaços culturais, sem abandonar o foco de manter a cidade com qualidade de vida. A família afirma que o projeto é um exemplo de atuação privada com benefícios para a cidade.
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