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Gangue do quebra-vidro: como atuam criminosos em SP

Polícia combate a gangue do quebra-vidro que usa fragmentos de cerâmica de velas de ignição para romper vidros rápidos e silenciosos em São Paulo

Uso de fragmentos de cerâmica de velas de ignição permite o rompimento silencioso e rápido de vidros automotivos em furtos na capital.
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  • A chamada “gangue do quebra vidro” atua em São Paulo, usando velas de ignição com fragmentos cerâmicos para quebrar vidro de automóveis.
  • A técnica permite romper o vidro temperado de forma rápida e com pouco esforço, gerando pouco ruído.
  • Os pedacinhos, chamados de “borrinha”, são arremessados contra a janela para causar a fratura quase instantânea.
  • Nesta quinta-feira, a Polícia Militar iniciou uma grande operação no centro de São Paulo para combater furto, roubo e tráfico de drogas ligados ao esquema.
  • Autores costumam deixá-los objetos de valor expostos e não negligenciam a facilidade de transporte e descarte dos fragmentos para facilitar a fuga.

A Polícia Militar de São Paulo deflagrou nesta quinta-feira uma operação de combate ao crime de furto e roubo de veículos, conhecido como “quebra-vidros” e associado à chamada gangue do quebra-vidro. A ação ocorreu no centro da capital, com foco em atividades ligadas ao tráfico de drogas e a roubos a automóveis.

Segundo autoridades, a técnica utilizada pelos criminosos envolve fragmentos de cerâmica retirados de velas de ignição. Pequenos pedaços, chamados de borrinha, são lançados contra o vidro para provocar a ruptura silenciosa do vidro temperado, facilitando a entrada no veículo.

O método se baseia na dureza da cerâmica contida na vela de ignição, que gera tensão local suficiente para quebrar o vidro de forma rápida. O baixo ruído da ação é citado como diferencial para evitar atenção de pedestres e de sistemas de segurança.

Especialistas afirmam que o uso de fragmentos facilita a fuga, além de tornar a ferramenta de crime de fácil descarte. A polícia recomenda que motoristas não deixem objetos de alto valor expostos nos bancos, como mochilas, notebooks ou celulares, para reduzir a atratividade das abordagens rápidas.

A operação de hoje faz parte de uma série de ações de repressão a crimes de alto impacto na região central. Ainda não há confirmação de prisões, nem a quantidade de envolvidos, conforme balanço oficial divulgado pela PM.

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