- Georg Baselitz morreu aos 88 anos, com anúncio divulgado pela galeria Thaddaeus Ropac.
- Foi um pintor-chave da Alemanha pós-guerra e destaque do movimento neoespressionista dos anos oitenta.
- Famoso pelas séries “Heroes” (1965–66) e “Fracture”, e por retratos e paisagens invertidos que desafiaram a figur ação tradicional.
- Nascido em 1938, em Deutschbaselitz, teve carreira marcada por controvérsias, incluindo declarações sobre mulheres artistas.
- Sua obra recebeu reconhecimento internacional e ele ganhou honras como a Légion d’Honneur e o Chevalier des Arts et des Lettres.
Georg Baselitz, renomado pintor alemão do pós-guerra e figura central do movimento Neo-Expressionista dos anos 1980, morreu aos 88 anos. A informação foi anunciada pela galeria Thaddaeus Ropac, responsável pela representação do artista.
Baselitz ganhou notoriedade nos anos 1960 com obras de forte contundência formal e temas perturbadores. A série Heroes (1965-66) apresentava figuras obtusas em meio a edifícios em ruínas, enquanto a de Fractures mostrava cenas de violência que se desvendavam em cenários de florestas germânicas. Seu trabalho levou a figuração a limites inéditos, culminando nas pinturas de retratos e paisagens invertidos, marcando uma abordagem única sobre masculinidade.
Sua trajetória o levou a ultrapassar fronteiras nacionais e a dialogar com artistas figurativos de expressão similar, ampliando o alcance internacional na década de 1980. Ao longo dos anos, Baselitz manteve uma presença marcante no cenário contemporâneo, recebendo reconhecimentos em grandes mostras e premiações ao redor do mundo.
Carreira e legado
Nascido Hans-Georg Kern em 1938, na Alemanha, o artista adotou o sobrenome Baselitz em 1961 ao deixar a Alemanha Oriental. Em Berlin, 1963, realizou sua primeira exposição individual, que provocou controvérsia pela natureza perturbadora de suas obras, já sinalizando uma rebelião estética frente aos rigores do período.
Baseando-se na figuração, Baselitz explorou temas como poder e masculinidade, desafiando padrões do academicismo e da abstração dominante na época. Em entrevistas, ele afirmou ter escolhido permanecer figurativo, mesmo diante de influências abstratas vindas de movimentos internacionais. A partir dos anos 1970, consolidou uma prática que unia crítica social e experimentalismo formal, ganhando espaço no circuito internacional.
Entre as controvérsias associadas ao artista, destacam-se debates sobre gênero no mundo da arte, com Bio de queixas sobre mulheres artistas ganhando visibilidade de forma distinta. Baselitz também se envolveu em debates públicos durante a pandemia de Covid-19, defendendo posições contrárias a determinadas medidas de contenção implementadas pelo governo alemão e afastando-se de cargos institucionais após críticas a políticas públicas.
Embora cercado de episódios polêmicos, Baselitz manteve uma carreira prolífica: realizou exposições em museus renomados ao redor do mundo, recebeu honrarias internacionais e participou de projetos ligados a grandes eventos de arte contemporânea. A leitura de sua obra envolve a leitura de uma história europeia marcada pela memória, pela violência e pela memória de destruição, com uma visão estética que persiste na produção contemporânea.
O conjunto de sua produção, visto através da lente de críticos, continua a influenciar gerações de artistas. Baselitz é lembrado por sua capacidade de transformar a pintura e reinventar formatos, mantendo-se relevante em um panorama global da arte.
Entre na conversa da comunidade