- A Justiça de Guarulhos manteve a prisão preventiva de Michele Paiva da Silva, acusada pelo Ministério Público de prometer pagamento para que o próprio pai, Neil Corrêa da Silva, fosse morto pela amiga Ana Paula Veloso Fernandes, em Duque de Caxias (RJ), por envenenamento.
- A Promotoria sustenta que Michele contou com a ajuda da irmã gêmea Roberta Cristina na suposta execução do crime, envolvendo uso de veneno e crueldade.
- Ainda segundo a denúncia, Ana Paula e Roberta respondem por quatro homicídios, sendo três em São Paulo e um no Rio de Janeiro; as possíveis vítimas incluem Marcelo Hari Fonseca, Maria Aparecida Rodrigues, Neil Correa da Silva e Hayder Mhazres.
- A Vara do Júri de Guarulhos encaminhou ofício ao 1º Distrito Policial após laudos de exumação e necropsia pedidos pelo Ministério Público, enviados pelo Instituto de Criminalística do Rio de Janeiro.
- As defesas de Ana Paula e Roberta contestaram as acusações, alegando insuficiência de provas e violência excessiva nas qualificadoras, pedindo impronúncia ou absolvição sumária. A audiência está marcada para o final de maio.
Michele Paiva da Silva permanece presa após a decisão da Justiça de Guarulhos, na Grande São Paulo, que manteve a prisão preventiva. Segundo o Ministério Público de São Paulo, ela teria prometido pagamento em dinheiro para que o próprio pai, Neil Corrêa da Silva, fosse morto pela amiga Ana Paula Veloso Fernandes, em Duque de Caxias (RJ), no ano passado, por meio de envenenamento. A Promotoria também aponta a participação da irmã gêmea de Michele, Roberta Cristina.
O MP sustenta que o crime envolve homicídio qualificado nas circunstâncias de cruelidade, uso de veneno e suposta recompensa financeira. A investigação aponta que Ana Paula executaria os homicídios com a ajuda de Roberta, que também responde pelos crimes, além de outros quatro casos em São Paulo e no Rio de Janeiro. A defesa de Michele afirma que a denúncia carece de robustez e que há indícios parciais.
A Justiça determinou a continuidade da prisão com base na necessidade de resguardar a investigação, evitar influência sobre testemunhas e assegurar a aplicação da lei penal. Além disso, houve o encaminhamento de laudos do Instituto de Criminalística do Rio de Janeiro relativos à exumação e ao necropsia de Neil Corrêa da Silva, solicitados pela autoridade policial.
Desdobramentos e documentos oficiais
Conforme a denúncia, entre janeiro do ano passado e maio, ocorreram atos em Guarulhos, no RJ e na capital paulista, envolvendo a suposta cooperação entre Michele, Roberta e Ana Paula para a prática de homicídios. Entre as vítimas citadas pela investigação estão Marcelo Hari Fonseca, Maria Aparecida Rodrigues, Neil Corrêa da Silva e Hayder Mhzres, este último de origem tunisiana.
A defesa de Ana Paula Veloso Fernandes contesta a acusação, afirmando que o Ministério Público baseia-se em indícios parciais e em conversas telefônicas sem lastro suficiente para sustentar a denúncia. A corré Roberta Cristina pediu a revogação da prisão preventiva e, em mérito, absolvição sumária, alegando ausência de provas inequívocas de participação.
A audiência sobre o caso está marcada para o final de maio. O inquérito e a eventual formação de júri dependem de etapas subsequentes do processo criminal, com a avaliação de provas apresentadas pela acusação e pelas defesas. A reportagem acompanha os próximos desdobramentos oficiais.
Entre na conversa da comunidade