- A Polícia Civil deflagrou a Operação Contenção, voltada ao braço financeiro do Comando Vermelho, nesta quarta-feira, 29, em Jacarepaguá e na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
- A ação mira a família de Marcinho VP — Márcia Gama, Lucas e Mauro Davi Nepomuceno (rapper Oruam) — todos foragidos, exceto Marcinho, preso há três décadas.
- Uma mensagem interceptada mostra Márcia pedindo a Oruam: “Vai no DC. Preciso pagar o cartão… Pedir 10”; o rapper responde: “Vou lá”, com DC referindo-se a Doca, chefe do CV.
- A operação prendeu uma pessoa e cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão em endereços ligados aos investigados; foram identificadas movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada, evidenciando origem ilícita dos recursos.
- Diálogos entre Carlos Costa Neves (Gadernal), uma das lideranças do CV, e um miliciano reforçam a influência de Marcinho como liderança central da facção, mesmo após anos de encarceramento.
Uma operação da Polícia Civil deflagrada nesta quarta-feira, 29, mira o braço financeiro do Comando Vermelho (CV). A ação busca interromper a movimentação e ocultação de recursos originários do tráfico de drogas, conforme aponta nota institucional.
A investigação aponta uma ligação entre a família de Marcinho VP e Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, um dos chefes do CV. Márcia Gama, esposa de Marcinho, aparece em mensagens interceptadas discutindo pagamentos com o rapper Oruam.
Além de Márcia e Marcinho, o alvo envolveu também os filhos do casal, Lucas e Mauro Davi Nepomuceno, conhecido pela alcunha de Oruam. Todos, exceto Marcinho que está preso no Mato Grosso do Sul, estão foragidos.
Os trabalhos de inteligência indicam que recursos repassados pela liderança da facção eram encaminhados a operadores financeiros. Esses agentes, por sua vez, fragmentavam os valores por meio de contas de terceiros para pagamento de despesas e ocultação de patrimônio.
A operação cumpriu mandados de prisão, busca e apreensão em endereços de Jacarepaguá e Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Uma pessoa foi presa durante as diligências, segundo a Polícia Civil.
Conforme a polícia, as investigações também revelaram movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos investigados. Os dados apontam para a origem ilícita dos recursos e para o papel da estrutura financeira na organização criminosa.
Diálogos interceptados mostrariam a atuação de Carlos Costa Neves, conhecido como Gadernal, uma das principais lideranças do CV, em contato com um miliciano. As mensagens reforçam a ideia de Marcinho como liderança central da facção, mesmo com o cárcere.
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