- O Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito civil para apurar o descarte de parte do acervo da Biblioteca Pública Municipal Monteiro Lobato, em Osasco, na Grande São Paulo, com cerca de 40 mil livros supostamente jogados no lixo.
- A investigação surgiu após fotos mostrarem obras sendo retiradas e depositadas em caçambas; a prefeitura alegou contaminação por fungos como justificativa, mas o MP exige análise técnica.
- O prefeito de Osasco, Gerson Pessoa, afirmou que os livros não foram descartados e estão preservados em um almoxarifado, embora tenha reconhecido falhas no transporte.
- A prefeitura abriu apuração interna e afirmou que eventuais responsáveis serão punidos se irregularidades forem confirmadas; a biblioteca permanece fechada desde 2020, com reabertura prevista para o segundo semestre de 2026 após avaliação de um instituto contratado.
- O Ministério da Cultura disse ter ficado indignado com as imagens e ressaltou que o acervo inclui obras de autores locais e coleções antigas relevantes, oferecendo apoio técnico à Secretaria de Cultura de Osasco para garantir o acesso à leitura.
O Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito civil para apurar o descarte de parte do acervo da Biblioteca Pública Municipal Monteiro Lobato, em Osasco, na Grande São Paulo. Cerca de 40 mil livros teriam sido jogados no lixo, após circulação de imagens de obras em caçambas. A apuração foi aberta na terça-feira, 28, para investigar danos ao patrimônio público, cultural e histórico, além de possível dano moral coletivo.
O prefeito de Osasco, Gerson Pessoa (Pode), afirmou em vídeo que os livros não foram descartados e estão preservados e armazenados em um almoxarifado. Ele reconheceu falhas na condução do transporte, destacou a abertura de apuração interna e disse que responsáveis serão punidos se comprovadas irregularidades.
O MP lembra que bibliotecas públicas são patrimônio cultural essencial, não apenas bens móveis, e que o acervo deve garantir acesso à memória, à cultura e à informação. A unidade está fechada desde 2020, sob a justificativa de reforma, sem previsão de reabertura por longo período. Pessoa informou que um instituto avaliador foi contratado, com previsão de reabertura para o segundo semestre de 2026.
O Ministério da Cultura manifestou indignação com as imagens, ressaltando que o acervo inclui obras de autores locais e coleções antigas relevantes para a memória da cidade. A pasta informou estar em contato com a Secretaria de Cultura de Osasco para oferecer apoio técnico que assegure o acesso ao livro, à leitura e à literatura.
Investigação em curso
O inquérito civil analisa possíveis danos ao patrimônio público, cultural e histórico, bem como danos morais coletivos. A investigação vai avaliar se houve falha na gestão e no transporte do material, e se houve dano efetivo aos exemplares.
A apuração também mira as circunstâncias que levaram à manutenção do acervo em condições inadequadas durante o período de atraso na reabertura da biblioteca. O MP solicita informações à prefeitura sobre o estado atual do acervo e sobre as medidas de conservação implementadas.
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