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Oito policiais são afastados por suspeita de tortura e fraude no RS

Afastamento de oito policiais militares no RS por tortura e montagem de flagrante de drogas; capitão do pelotão também indiciado, com provas em vídeo e agressões mencionadas

Foto: Comunicação Social do 3º BPM / Porto Alegre 24 horas
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  • Oito policiais militares foram afastados em Torres, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, após investigação de tortura e fraude para forjar flagrante de tráfico de drogas em 2025.
  • O comandante do pelotão, capitão Guilherme Hermeto, também foi indiciado.
  • Segundo as apurações, houve agressões a um suspeito durante abordagem e uso de tijolos de maconha para simular droga apreendida, com danos ao veículo da vítima para parecer acidente.
  • Vídeos gravados pelos próprios policiais mostram as agressões e a troca de mensagens que zombavam da suposta entrega de droga, apelidada de “Sedex” ou “iFood”.
  • A vítima teve fratura na mandíbula e permaneceu presa por três meses; a Promotoria de Justiça Militar avaliará eventual denúncia, enquanto a Brigada Militar afirma que o afastamento visa responsabilização administrativa e revisão de quadro.

Oito policiais militares foram afastados nesta semana após conclusão de um inquérito da Corregedoria da Brigada Militar. A investigação apura tortura e montagem de flagrante de tráfico de drogas em Torres, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, durante 2025. O comandante do pelotão, capitão Guilherme Hermeto, também foi indiciado.

Segundo apurações, integrantes da Força Tática agrediram um suspeito com socos e chutes durante uma abordagem. Em seguida, agentes do setor de inteligência teriam levado tijolos de maconha ao local para simular o flagrante. O objetivo seria justificar a prisão do homem.

A perícia contou com vídeos encontrados nos celulares dos policiais, que mostram a coordenação das agressões. Em um registro, os agentes aparecem com a substância entorpecente ao chegar ao local, fazendo referências irônicas à entrega como “Sedex” ou “iFood”.

Desdobramentos e encaminhamentos

A promotoria de Justiça Militar recebeu o inquérito para avaliar eventual denúncia contra os envolvidos. A Brigada Militar afirmou que os afastamentos visam responsabilização administrativa e a avaliação da permanência dos policiais na instituição, ressaltando que não tolera práticas de tortura.

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