- Família busca receber R$ 690 mil de indenização desde 2011, referente à morte de um jovem ocorrida em 1998 no sítio do ex-jogador Marcelinho Carioca.
- O jovem, à época menor de idade, morreu pisoteado por um cavalo e trabalhava na propriedade sem carteira, ao recapturar o animal.
- A ação foi ajuizada três meses após a morte; Marcelinho Carioca contestou, alegando culpa exclusiva da vítima.
- A indenização já passou por alterações: caiu de R$ 415.327,58 para mil salários mínimos e a execução começou em julho do ano seguinte, com o ex-jogador sem pagamento até hoje.
- A dívida atual, de quase R$ 690 mil, inclui juros e correção; a família tenta penhora de créditos que o ex-jogador teria a receber de uma empresa ligada a um suposto golpe.
- Defesa de Marcelinho afirma solidariedade à família, está à disposição da Justiça e que não houve vínculo empregatício; a família diz que ele morreu trabalhando.
O caso envolve os pais de Cristiano Donizeti Machado de Campos, morto em 1998 após ser pisoteado por um cavalo na propriedade de Marcelinho Carioca. A família busca uma indenização de R$ 690 mil fixada pelo Poder Judiciário, em processo iniciado há mais de uma década.
Cristiano tinha 17 anos na época do acidente e atuava na fazenda sem carteira assinada, exercendo atividades gerais. O incidente ocorreu enquanto o jovem tentava recapturar o cavalo fugitivo, segundo a versão apresentada pela família.
A Justiça já decidiu em várias instâncias pela responsabilidade do ex-jogador, que defendia que não tinha obrigação sobre o ocorrido e que a morte decorreu de negligência do próprio jovem. A dívida começou a ser executada em 2012, com o valor atual estimado em R$ 690 mil por juros e correção.
A defesa de Marcelinho Carioca afirmou ter profunda solidariedade à família e que o ex-jogador está à inteira disposição da Justiça para cumprir determinações. O advogado do atleta destacou que não houve emprego de Cristiano pelo ex-jogador e criticou a condução do caso na época.
Os pais de Cristiano, Servio Machado de Campos e Pedra Batista, vivem de uma combinação de aposentadoria e trabalho informal, tentando complementar a renda com atividades de coleta de material reciclável em Sarapuí, interior de São Paulo. O objetivo é obter algum alívio financeiro para a família já marcada pela perda.
A Justiça já penhorou créditos que o ex-jogador teria a receber, segundo o pai de Cristiano, que observa a possibilidade de penhora de ativos ainda não desbloqueados. O caso permanece sem conclusão, com a família aguardando o desfecho de um processo que corre há anos.
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