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Polícia deflagra operação contra fraude em tratamentos de crianças autistas SP

Polícia desarticula esquema em São Paulo de clínicas que simulavam atendimentos e laudos para obrigar operadoras a custear tratamentos inexistentes do Transtorno do Espectro Autista

Operação Desentendimento é conduzida pela 2ª DIG (Delegacia da Divisão de Investigações Gerais), que investiga crimes de estelionato e contra a fé pública
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  • A Polícia Civil de São Paulo, por meio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), deflagrou a operação Desentendimento para desarticular um esquema de clínicas suspeitas de fraudar tratamentos destinados a crianças com TEA (Transtorno do Espectro Autista).
  • Estão sendo cumpridos 12 mandados de busca e apreensão na capital paulista e na região metropolitana, com a participação de cerca de 40 policiais civis e 17 viaturas.
  • Segundo as investigações, o grupo simulava atendimentos, emitia laudos médicos falsos e ajuizava ações judiciais para obrigar operadoras de saúde a custear procedimentos inexistentes ou com valores inflados.
  • As fraudes teriam gerado prejuízos às operadoras e atingido diretamente crianças e famílias, com diagnósticos indevidos e intervenções terapêuticas inadequadas.
  • A operação, realizada pela 2ª Delegacia da Divisão de Investigações Gerais (DIG) sob supervisão de Carolina Figueiredo, apura crimes de estelionato e contra a fé pública.

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, na manhã desta quinta-feira, uma operação para desarticular um esquema suspeito de fraudar tratamentos destinados a crianças com TEA em São Paulo. A ação envolve a simulação de atendimentos, emissão de laudos médicos falsos e ações judiciais para forçar operadoras a custear procedimentos inexistentes ou com valores inflacionados.

O Deic, por meio da 2ª Delegacia da DIG, atua na investigação. Ao todo, 12 mandados de busca e apreensão são cumpridos na capital e na região metropolitana. Cerca de 40 policiais participam da operação, com apoio de 17 viaturas, entre carros oficiais e disfarçados.

Segundo apurammentos, o esquema gerou perdas financeiras significativas para operadoras de saúde e mantinha o funcionamento do grupo. Crianças e famílias seriam afetadas por diagnósticos indevidos e intervenções terapêuticas inadequadas.

Desdobramentos da operação

As investigações indicam que os responsáveis utilizavam laudos fraudulentos para pressionar coberturas. A emissão de documentos médicos e a propositição de ações judiciais eram táticas para ampliar o alcance financeiro do golpe.

A operação foi batizada Desentendimento e segue sob supervisão da DIG, com andamento em apuração de estelionato e crimes contra a fé pública. Não houve divulgação de prisões até o momento.

As informações são apuradas pela Polícia Civil, com atuação orientada pela coordenação do Deic. O objetivo é esclarecer a prática e identificar demais envolvidos, se existirem, para medidas legais cabíveis.

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