- A Polícia Civil deflagrou a segunda fase da Operação Linha Direta, desarticulando uma central de golpes eletrônicos no bairro Jardim Itu, em Porto Alegre.
- Seis pessoas foram presas na capital, entre elas quatro mulheres que foram flagradas aplicando golpes por telefone.
- A organização tinha metas financeiras agressivas e um sistema de bônus por desempenho, com valores que podiam chegar a até R$ 1 mil para quem atingisse determinadas metas, como R$ 50 mil em operações.
- O modo de operação consistia em se passar por funcionários de instituições bancárias e convencer vítimas — principalmente idosos ou com baixo letramento digital — a transferir valores para contas controladas pelos criminosos, gerando prejuízos estimados em milhões de reais.
- O caso é desdobramento de investigação iniciada em dezembro de 2025; na primeira ofensiva, 17 pessoas foram presas em Cachoeirinha, e as autoridades continuam buscando outras ramificações e vítimas.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (28), a segunda fase da Operação Linha Direta, desarticulando uma central de golpes eletrônicos que operava como um call center clandestino no bairro Jardim Itu, em Porto Alegre. A ação foi conduzida pela Delegacia de Repressão ao Roubo de Veículos (DRV) do Departamento Estadual de Investigação Criminal (DEIC). Quatro mulheres foram surpreendidas aplicando golpes por telefone no momento da abordagem.
A investigação revelou um esquema altamente estruturado, com metas financeiras agressivas e um sistema de premiação por desempenho. Quadros brancos exibiam as metas de valores a serem extorquidos, incluindo bônus de 50 reais a cada 10 mil reais roubados e recompensas que podiam chegar a 1 mil reais quando a meta de 50 mil era atingida. O ambiente apresentava mensagens motivacionais internas, como incentivo à continuidade das atividades.
Segundo a delegada Jeiselaure Rocha de Souza, o grupo possuía divisão de tarefas com atuação estadual e nacional, valendo-se de tecnologia para se passar por funcionários de instituições bancárias. O golpe visava vítimas vulneráveis, especialmente idosos ou pessoas com menor letramento digital, induzidas a transferir recursos para contas controladas pela quadrilha. O prejuízo estimado é superior a milhões de reais.
Modus operandi e alcance
A ofensiva utilizava-se de contatos simulando invasões a contas, com vítimas levadas a acreditar que havia necessidade de regularizar falhas. A operação desta terça-feira é continuidade de investigação iniciada em dezembro de 2025, quando 17 pessoas foram presas em Cachoeirinha. Mesmo após aquela ofensiva, a quadrilha tentou reorganizar-se para retomar as atividades.
Prisões e próximos passos
Nesta fase, seis pessoas foram presas em flagrante e responderão por estelionato qualificado por meio eletrônico, associação criminosa e corrupção de menores. As autoridades continuam apurando ramificações, identificando novas vítimas e desvendando outras motivações da organização.
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