- Em 2025, o Estado de São Paulo teve 6.101 vítimas fatais no trânsito; se manter a tendência, 2030 pode chegar a cerca de 7.500 mortes por ano.
- O governo lançou o Plano de Segurança Viária, com o objetivo de reduzir pela metade as mortes no trânsito, salvando cerca de 19 mil vidas até 2030.
- Medidas centrais incluem reduzir velocidade nas vias e combater comportamentos de risco como álcool e uso do celular ao volante; mecanismos apontam para maior uso de tecnologia e unificação de dados.
- O plano foi elaborado com a participação de todas as prefeituras (654) e de mais de 220 especialistas de 27 instituições, fundamentado nos conceitos de Visão Zero e Sistema Seguro.
- Especialistas destacam a aprovação da ideia, mas apontam o desafio da execução e da aceitação política, enfatizando a necessidade de ações baseadas em dados, metas e governança.
O governo de São Paulo lançou o Plano de Segurança Viária, com meta de reduzir pela metade as mortes no trânsito até 2030, salvando cerca de 19 mil vidas. Em 2025, foram registradas 6.101 vítimas fatais no estado; se a tendência seguir, podem chegar a cerca de 7.500 por ano em 2030. A iniciativa parte da premissa de que acidentes são evitáveis e usa a visão Zero e o Sistema Seguro como base.
Entre as estratégias estão reduzir velocidades nas vias e coibir comportamentos de risco, como consumo de álcool e uso de celular ao volante. Também há foco em ampliar a fiscalização por meio de tecnologia e em unificar dados de sinistros para orientar investimentos.
O que compõe o plano
O texto de 266 páginas foi elaborado com participação de 654 prefeituras e mais de 220 especialistas de 27 instituições. Oficinas técnicas participaram da construção do documento, que integra governos, municípios e sociedade civil.
De acordo com o Detran, o plano une conceitos de Visão Zero e Sistema Seguro, buscando reduzir a energia de impactos e evitar tragédias mesmo diante de falhas humanas. As ações priorizam planejamento, fiscalização e resposta integrada.
Desafios e perspectivas
Especialistas elogiam a mudança de mentalidade ao tratar sinistros como eventos evitáveis. A principal dificuldade é a execução das medidas, especialmente quando envolvem reduzir velocidades e ampliar fiscalização, ações consideradas impopulares.
Segundo analistas, o desafio é traduzir metas em ações concretas nas ruas. A coordenação entre áreas de transporte, saúde, educação, urbanismo e segurança pública é vista como essencial para a efetividade do plano.
Como o plano impacta a prática cotidiana
O documento destaca a importância de impactos mais contidos, velocidades adequadas e redes viárias estruturadas para proteger pedestres, motoristas e ciclistas. O plano também orienta a atuação de governos locais na reorganização do espaço viário.
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